23 vezes que The 100 fez Game of Thrones parecer um conto de fadas

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Antes que os fãs de Game of Thrones venham nos apedrejar, lembramos que esse é um artigo feito pelo site americano da MTV.

Que os produtores de Game of Thrones não tem piedade em torturar e matar nossos personagens favoritos, isso todo mundo já sabe. A grande maioria dos episódios da série é cheio de violência, mortes e torturas. Mas do outro lado temos The 100, a série da CW que vem ganhando cada dia mais destaque, por ser totalmente diferente das séries atuais, e por vir mostrando que tem chance de ser um grande nome da TV americana.

Confira abaixo, 23 vezes que The 100 fez a série do HBO parecer um conto de fadas:

  1. A vez em que “o pessoal do bem” enviou 100 adolescentes para um planeta que eles acreditavam ser habitável.

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Você nem precisa ir mais a fundo do que a premissa inicial da série para perceber o quão comprometida é a moralidade da maioria dos personagens. O episódio piloto começa com o governo da Arca escolhendo enviar 100 delinquentes juvenis para a Terra, um planeta que eles ainda acreditavam ser inabitável 97 anos depois de um apocalipse nuclear. Sim, nós podemos seguramente assumir baseado em previews e em como a TV funciona de que essa hipótese está errada, mas o Conselho não tem a mesma vantagem do YouTube. A cereja no topo deste pântano de moralidade? Acontece que duas das crianças são filhas dos membros do conselho, o que significa que Jaha e Abby estão enviando seus próprios filhos para uma provável e horrível morte.

  1. Quando Clarke matou Atom com misericórdia depois de ele ter sido queimado por um nevoeiro ácido.

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Muito antes de “The 100” explicar os melhores pontos do sistema de defesa de Mount Weather, ele já estava usando-o para matar personagens inocentes fora. Em um minuto, Atom estava beijando Octavia em campos de borboletas, e no próximo ele estava implorando para Clarke matá-lo depois de ser pego em uma onda de névoa ácida. O que diferencia momentos como este para outras séries de TV tentando entregar as mesmas cenas chocantes de morte, é o fato de que a morte misericordiosa colocou em movimento uma série de eventos que terminariam em ambas as mortes de Wells e Charlotte, bem…

  1. Quando uma criança de 12 anos assassinou alguém.

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A primeira vez que essa série realmente nos fez sentar e tomar conhecimento de sua vontade de a) matar qualquer um e b) transformar qualquer pessoa em um assassino rolava no terceiro episódio, quando Charlotte, de 12 anos de idade, apunhala Wells no pescoço e assiste ele sangrar. Este momento foi trágico não só para a morte do bom rapaz Wells, mas para o raciocínio equivocado de Charlotte. O pai de Wells, Presidente Jaha, fez os pais de Charlotte flutuarem, algo que ela ainda tinha pesadelos sobre. Quando Bellamy incentiva Charlotte a matar seus demônios, a criança ingênua toma o seu conselho um pouco literal demais e mata Wells, provando que essas crianças foram forçadas a suportar coisas terríveis bem antes de pousarem na Terra.

  1. A vez que os cem tentaram enforcar Murphy.

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Havia muito mob-mentality [grupo de pessoas que fazem ações negativas para mostrar força em números] nos primeiros episódios da série, que culminou na “decisão” do grupo de enforcar Murphy quando suspeitaram que ele havia matado Wells. Sem julgamento. Sem sentença. Apenas alguém amarrando uma corda em outra e jogando-a em torno de um galho de árvore. E Bellamy, um dos protagonistas da série, permite que isso aconteça – uma escolha que vai voltar para assombrá-lo mais tarde, quando Murphy tenta enforcá-lo em retaliação. O grupo enforca Murphy antes de Charlotte admitir ter matado Wells, lançando uma nova onda de histeria forquilhas-e-tochas.

  1. Quando Charlotte pulou de um penhasco para uma morte certa.

Charlotte era uma criança profundamente perturbada, mas ela ainda tinha algum senso de certo e errado. Embora nós tenhamos ficado chocados ao vê-la matar Wells, nós estávamos totalmente preparados para a Redenção da Arca para Charlotte. Mas os 100 não jogam pelas mesmas regras que a maioria das séries de TV. Pouco tempo depois de matar Wells, Charlotte se joga de um penhasco para poupar os 100 do trabalho de lutar (e talvez matar uns aos outros) sobre como iriam lidar com o crime dela. Poucas outras séries são capazes de tão rapidamente (ou nunca) capturar o mesmo nível de dissonância cognitiva emocional quanto “The 100”. A decisão de Charlotte foi chocante, mas fez total sentido dado o que já sabíamos sobre sua personagem. É servido como um senso de justiça dado o que ela tinha feito, mas foi também uma terrível tragédia em si. Finalmente, isso permitiu a Charlotte um senso de agência que raramente são dadas às meninas novas nas histórias. E isso foi tudo no quarto episódio da série.

  1. Quando 320 pessoas sacrificaram suas vidas desnecessariamente.

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Em outro exemplo dos 100 quebrando as regras de jogue-com-segurança da rede de televisão, “O Abate” contou o conto de 320 pessoas na Arca escolhendo sacrificarem suas próprias vidas para dar mais oxigênio para os entes queridos na estação espacial que estava morrendo. Na terra, os 100 apressaram-se em contatar a Arca para contar que a terra é, de fato, habitável, mas não fazem isso em tempo. Em vez disso, Tor Lemkin morre pensando em sua filha jovem, agora órfã.

  1. A vez que Bellamy e Clarke torturaram Lincoln para conseguir um antídoto.

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A representação de tortura da série em sua primeira temporada é notável não só pela maneira que permite que sua principal protagonista, Clarke, seja implícita na violência, mas também na sua completa ineficácia. A tortura não convence Lincoln a dar o antídoto para o veneno e salvar Finn. Em vez disso, Lincoln faz isso por amor, para salvar a vida de Octavia. “The 100: é notável por sua capacidade de representar as maneiras em que a violência e a dor não são eficazes, enquanto, ao mesmo tempo descreve as maneiras terríveis em que se encontram.

  1. Quando Clarke queimou 300 soldados Grounder vivos.

Em outro momento matar-ou-morrer da série, Clarke decide usar o combustível de foguete restante para incinerar os soldados Grounder que estavam atacando, efetivamente queimando-os vivos. Embora seja apresentado como uma decisão necessária, ainda é horrível, e “The 100” não se esquiva do horror. O episódio tem um “tiro” de os soldados serem queimados vivos e permite que Clarke e os outros Sky People vejam os restos carbonizados das pessoas que acabaram mortas após o ataque.

  1. Quando os Mountain Men criaram um sistema de assassinato e opressão para conseguir sangue Grounder.

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Na 2ª temporada, aprendemos tudo sobre os moradores do Mount Weather. Galera, não é bonito. Esses amantes de bolo tolos sempre apareciam, mas ao longo da segunda temporada, nós descobrimos que eles criaram um sistema de assassinato e opressão afim de cumprir sua necessidade de sangue Grounder: os Mountain Men criam os Reapers que colectam Grounders e os entregam para o Mount Weather em troca da droga que eles estão viciados. Então, os Mountain Men usam os Grounders como bolsas de sangue humanas para curar qualquer deficiência de Vitamina D residente que tenha sido exposto à luz solar.

  1. Quando Finn atirou em um Grounder a sangue frio para que ele não bisbilhotasse.

No que foi o primeiro sinal de que Finn não era mais o menino compassivo que nós conhecemos na primeira temporada, o jovem assassina um Grounder que ele antes torturou para dar informações (ruins) sobre onde Clarke estava sendo mantida como refém. Isso acontece no mesmo abrigo subterrâneo que ele e Clarke fizeram amor durante a primeira temporada. Um abrigo que Clarke e Finn vão retornar mais tarde, apenas para encontrar o Grounder morto ainda apodrecendo no chão. Há uma moral aqui: Não deixe caras mortos em seu abrigo de sexo.

  1. Quando Anya foi morta pelo povo de Clarke momentos depois de concordar em ajudar Clarke.

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Muito antes de nós encontrarmos Lexa, Clarke estava forjando uma aliança duramente conquistada com a líder Grounder Anya. Depois de escaparem de Mount Weather juntas com um salto e quase batendo uma na outra até a morte, as duas formam uma aliança para tentar conseguir que seus dois povos trabalhassem em conjunto contra o Mount Weather. Em seguida, os soldados do acampamento Jaha atiram em Anya na frente de Clarke e arrastam uma suja, sangrenta Clarke de volta ao acampamento Jaha sob suspeita de ela mesma ser uma Grounder.

  1. Quando o interesse amoroso da protagonista principal massacra uma vila inteira.

Este foi difícil. No que talvez tenha sido o exemplo mais eficaz da série de como uma cultura de guerra e violência arruína vidas, um Finn aflito massacra homens desarmados, mulheres e crianças que ele erroneamente acredita estarem prendendo Clarke. Este é um personagem que, na temporada anterior, foi um ponto em um triângulo amoroso da CW. Meras semanas no mundo mais tarde, ele é um assassino em massa.

  1. Quando Lincoln foi transformado num canibal.

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Mencionamos que Mount Weather cria viciados chamados de Reapers, mas já mencionamos que eles gostam de lanche de carne humana? Sim, The 100 realmente martela este ponto quando Lincoln é capturado e transformado em um Reaper. Bellamy e Octavia tropeçam em cima dele em uma garagem enquanto ele, é, hum, se alimenta de outro Sky People. Estranho.

  1. Quando os Mountain Men assassinam os Sky Teen pela medula óssea deles.

OK, realmente é apenas Cage Wallace e Dr. Tsing que inicialmente começam a capturar os Sky Teen e a perfurar seus quadris para pegar sua medula óssea, mas realmente se agrava a partir daí.

  1. Quando Clarke assassinou seu namorado para que ele não fosse torturado até a morte.

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Quando os Grounders insistam para que os Sky People entreguem Finn para que eles possam distribuir sua própria forma de justiça (aka uma lenta e dolorosa morte), os Sky People são deixados com um sério dilema. Eles precisam dos Grounders para salvar seu povo em Mount Weather. Quando Finn entrega a si mesmo para os Grounders, Clarke é deixada com algumas opções não atrativas. Ela escolhe aquela que é mais dolorosa para ela e menos dolorosa para Finn: ela mata Finn para que ele morra rápido. Momentos depois de ter digo que ela o ama, também.

  1. Quando um gorila arrancou o braço de Major Byrne.

O episódio do gigante e irritado gorila foi um pouco fora do campo da esquerda – e o mais próximo que essa série já chegou de supérfluo sangue -, mas nos mostre outra série que tem macacos gigantes arrancando partes do corpo das pessoas.

  1. Quando Jasper deixou Dr. Tsing morrer.

Como as coisas vão de mal a pior para os Sky Teen presos em Mount Weather, Jasper tem que tomar algumas decisões difíceis sobre o quão longe ele vai para proteger seus amigos. Quando a força de segurança ataca, ele atira um dos homens no meio. Apesar de ser um ato de defesa própria, mais tarde a decisão de Jasper de manter Dr. Tsing presa no nível inundado por radiação em vez de pegar o elevador para segurança é mais tenebrosa.

  1. Quando Clarke sacrificou uma vila inteira para manter um segredo.

Na sequência da morte de Finn, Clarke está disposta a fazer qualquer coisa para garantir que seus amigos estejam a salvos de Mount Weather – incluindo sacrificar uma aldeia Grounder cheia de seu próprio povo, a fim de manter a posição de Bellamy como espião em Mount Weather em segredo. Embora Clarke pareça se arrepender de não ter avisado seus amigos sobre o míssil que Mount Weather mandou para Tondc, não está claro se ela mudaria sua decisão se dada a oportunidade. Esse é o personagem principal de The 100, as pessoas.

  1. Quando Jaha sacrificou um adolescente para um monstro marinho para salvar a si mesmo.

Jaha sempre foi um que sacrifica pouco para muitos, mas há algo particularmente terrível sobre a maneira como ele alimenta um monstro marinho faminto com um Sky Teen, a fim de salvar a si mesmo, Murphy, e sua preciosa missão para a Cidade das Luzes. São estes tipos de movimentos que vão impedir Jaha de ser reeleito Chanceler, sabe?

  1. Quando os Mountain Men mataram seu próprio povo por abrigar Sky Teen.

Embora não haja um esteriótipo de herói em The 100, há definitivamente senhores e senhoritas que têm caído completamente fora da onda de moralidade. Um desses caras é Cage Wallace. Quando os Moutain Men simpatizados com a situação dos Sky Teen começam a escondê-los de Cage e seus guardas, os guardas começam a procurar pela base. Quando eles encontram Sky Teens, eles atiram nos Mountain Men que estavam abrigando-os.

  1. Quando Lexa deixou os Sky Teens para morrerem para salvar seu próprio povo.

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Uma coisa que “The 100” faz incrivelmente bem é representar o relativismo moral de “lados”. No final da 2ª temporada, Lexa desiste de sua aliança com Clarke e do Sky People quando eles estão prestes a atacar Mount Weather porque é dada a ela uma oferta melhor de Mount Weather: abandonem os Sky People e nós deixaremos seu povo ir. Dada a mesma opção, nós podemos ver Clarke considerando a mesma coisa. E The 100 sabe disso. Não há “pessoas do bem” aqui. Somente lealdades.

  1. Quando Clarke assassinou Dante Wallace.

Embora o assassinato de Dante Wallace tenha sido ofuscado em alguns aspesctos de outras ações de Clarke no final da segunda temporada, foi ainda assim difícil de assistir. Embora “The 100” apresentou inicialmente Presidente Wallace como um antagonista para Clarke, ele se tornou muito mais complexo conforme a temporada continuou. De muitas maneiras, ele era parecido com Clarke (e não estamos falando apenas de sua afinidade pela arte). Ele era um homem que dava seu melhor para manter seu povo vivo. A decisão de Clarke de matá-lo para provar a seu filho que está falando sério sobre matar o resto do Mount Weather se eles não deixassem o povo dela ir é algo que muitas séries nunca deixariam a protagonista fazer – muito menos uma protagonista garota adolescente, bonita e loira. “The 100” não é nenhuma dessas séries.

  1. Quando Clarke e Bellamy assassinaram uma sociedade inteira para salvar aqueles que eles amavam.

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“The 100” duplica sua vontade de deixar seus protagonistas adolescentes fazerem coisas terríveis para salvar aqueles que amam, tendo Clarke e Bellamy matando todo homem, mulher e criança em Mount Weather para salvar o próprio povo da colheita de medula óssea de Cage. Isso inclui Maya, a menina que fez a sobrevivência deles possível. Isso inclui todos os Mountain Men que abrigaram os Sky Teens colocando em risco as suas próprias vidas. Isso inclui muitas crianças inocentes que chamavam Mount Weather de lar. Essa decisão não é apresentada como a única opção (porque sempre há outras opções), mas é apresentada como necessário se Clarke e Bellamy quiserem salvar seus entes queridos – e esta é uma distinção importante.

Tradução: Amanda Oliveira

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The 100 retorna em 2016 com sua terceira temporada na CW. A exibição no Brasil fica por conta de MTV, e ainda não tem previsão de estreia.

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