Análise | Review The 100 S06E02 – “Red Sun Rising”

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CUIDADO COM SPOILERS! Essa é a análise do segundo episódio da 6ª temporada de The 100.

Se o primeiro episódio já deixou indícios que essa temporada será muito enigmática e cheia de surpresas, o segundo episódio apenas confirmou essa teoria. E pode ter deixado o público com ainda mais perguntas. Para começo de conversa, o episódio da semana se iniciou com um flashback de 236 anos atrás no cenário que conhecemos como Alpha, mas que, na verdade, é Sanctum.

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Na cena, a família que Clarke encontrou nas imagens presas nas paredes no episódio anterior está vivenciando o que parece ser o primeiro eclipse dos sóis. Josephine surge quando o geneticista Gabriel está observando o fenômeno, mas a parte mais importante e reveladora vem logo depois. Ao que parece, o pai de Josephine era um astrônomo que estava estudando o “novo mundo milagroso” deles para torná-lo um santuário para os humanos. Contudo, quando Josephine e Gabriel estão mais afastados, ambos escutam um barulho de insetos próximos das plantas – provavelmente uma referência ao trecho “quando a floresta desperta, é hora de fugir”. De volta ao acampamento, o pai de Josephine tem a primeira alucinação e começa a matar todo mundo, afirmando que Sanctum era dele; assim como a tal da profecia do livro infantil previa.

Após a constatação de que o eclipse de sóis faz com que as plantas liberem uma toxina capaz de causar alucinações nas pessoas – ao menos, é o que se sabe por enquanto -, o grupo toma uma decisão inteligente, mas que obviamente jamais daria certo: cada um ficar preso até que os dois dias de inferno passassem. Os primeiros atingidos são Miller e Jackson que vivenciam uma alucinação em conjunto: Miller acredita que os insetos entraram dentro dele e Jackson acha que viu isso acontecer. Mas como uma alucinação pode ser a mesma para duas pessoas? Será que estar perto uma da outra tem alguma relação? Ou talvez o laço de proximidade seja uma influência?

Não demora muito para Echo e Bellamy também serem atingidos por delírios. Em contrapartida, Murphy parece ter sido curiosamente pouco atingido por alucinações. Alguém tem algum palpite sobre isso? Por outro lado, uma das alucinações que mais foram marcantes no episódio foi a de Clarke. De certa forma, o fato dela ser a única que teve uma alucinação que a induzia a cometer suicídio reforça um ponto muito esquecido pelo público: a saúde mental da personagem. Já faz algum tempo que Clarke precisa conviver com os fantasmas do passado, mas nesse início de temporada ela também tem precisado lidar com o rancor e a raiva das pessoas ao seu redor – pessoas que ela, inclusive, faria tudo para salvar. De acordo com o rumo que a temporada parece seguir, não acho difícil vermos Clarke perdendo a cabeça e surtando em algum momento da série.

Enquanto isso, seja lá quem roubou a nave deles em Sanctum obviamente seguiria o único caminho possível: em direção a nave-mãe, onde o resto das pessoas estavam. Os intrusos conseguem isolar os habitantes, mas Raven e fica para fora dos prisioneiros e acaba tomando uma decisão arriscada para solucionar o problema. Será que Diyoza realmente não voltará a causar problemas?

De qualquer forma, isso será uma preocupação mais para frente. No momento, não dá para negar que ter o pensamento de uma Coronel foi muito útil – e a presença de Madi, mais ainda. Quando Madi mata uma das intrusas e deixa apenas uma de refém, ela percebe que o sangue saindo do corpo era preto. Isso explica porque os intrusos checaram a mão machucada de Octavia para verificar a cor do sangue de quem estava na nave. Alerta de teoria aleatória: será que ter o sangue preto faz com que as alucinações não alcancem essas pessoas? Isso explicaria como elas estavam vivendo em Sanctum até agora?

Outro ponto alto do episódio que merece ser destacado é Octavia Blake. Definitivamente, ela está longe de querer perdão de alguém, mas certamente está vivendo um período de redenção consigo mesma; tendo que aprender a lidar com quem se tornou, mas ao mesmo tempo sem deixar as pessoas esquecerem tudo o que ela fez pelo bem do próprio povo. Assim como Clarke, Octavia também é uma das personagens que mais está com o psicológico abalado para enfrentar uma temporada intensa e problemática como essa. A questão que a difere de Clarke é: é possível que Octavia se perda ainda mais? Esse é um dos arcos que mais estou ansiosa para ver na temporada. E, aliás, que atuação da Marie, hein?!

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Confesso que achei que eles iam demorar um pouco mais para descer até Sanctum, mas o episódio termina com os integrantes da nave-mãe encontrando Clarke, Bellamy e Murphy desacordados. Clarke e Bellamy logo acordam, mas Murphy permanece desacordado, com pulso fraco e manchas pretas em forma de veias surgindo embaixo do pescoço. A única explicação para o que pode ter causado isso pode ser o fato de Murphy ter sido o único a ingerir água, quando Bellamy tenta afogá-lo durante uma alucinação.

Que comecem as teorias! O que significa a cena das crianças chegando e perguntando se eles estão lá para levá-los para casa? Será que todas têm sangue da noite? Será que existe alguma vila escondida em Sanctum fora dos perigos do eclipse? Onde estão os adultos? As respostas você encontra terça-feira que vem, na CW. Haha!

Considerações finais sobre o episódio:

– Gente, é oficial: com esse novo espaço de tempo, o bebê de Diyoza já tem 1 século de vida e ainda nem nasceu.

– Não sei vocês mas eu tô a própria tia no Natal vendo a Madi e pensando “mas gente, cresceu tão rápido!”

– Raven reagindo ao túmulo do Shaw foi de cortar o coração, pisar em cima dos pedaços e queimar o que restou. #RavenDeservesHappiness

A 6ª temporada de The 100 é exibida todas as terça-feiras às 22h00 nos Estados Unidos pela CW. No Brasil a Warner Channel irá exibir os novos episódios a partir da quinta-feira dia 16 de maio.

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