Análise | Review The 100 S06E03 – “The Children of Gabriel”

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CUIDADO COM SPOILERS! Essa é a análise do terceiro episódio da 6ª temporada de The 100.

Se alguém ainda tinha dúvida, o terceiro episódio veio para provar de vez que essa temporada tem tudo para ser a melhor de The 100. Mais uma vez, é impressionante como a série tem habilidade e talento para se reinventar a cada ano, sem nunca perder a qualidade ou despertar desinteresse do público. SÉRIE-DO-MILÊNIO!

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Como era esperado, o episódio da semana começou repleto de informações exatamente de onde paramos: aquele monte de crianças correndo em direção aos personagens, que ainda estavam tentando entender o que havia acontecido com Murphy. Logo em seguida, os adultos aparecem atrás preocupados com a segurança das crianças, especialmente Rose, e trazendo Russell, o líder do povo de Sanctum – com uma pose de rei, aliás. Antes de mais nada, o próprio Russell já joga um balde de água fria em todos ao dizer que Murphy estava morto. Mas o susto dura poucos segundos e ele volta a afirmar que “a morte não é o fim”. Vamos guardar essa frase na memória porque ela, definitivamente, diz muito sobre essa nova temporada.

Mal dá tempo de questionarmos o significado por trás da frase e o médico de Sanctum aparece com a cobra que apareceu no trailer da temporada para picar Murphy e fazer com que o veneno do réptil neutralize as toxinas causadas pelas algas marinhas durante o sol vermelho. Como sugerimos na análise do episódio anterior, o que fez Murphy ter ficado daquele jeito foi realmente quando Bellamy tentou afogá-lo – e ele foi a única pessoa que ingeriu água.

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Quando Murphy acorda, contudo, ele não parece ser mais a mesma pessoa. Até porque, cá entre nós, o Murphy que conhecemos faria todo e qualquer tipo de piada sobre ter morrido e ressuscitado. Mas embora ele não dê mais detalhes de início, Murphy confessa que viu e sentiu coisas diferentes depois de ter morrido e ainda afirma que vai para o inferno. Será que ele teve algum tipo de visão do inferno em um momento pós-morte? Provavelmente vamos descobrir mais sobre isso nos próximos episódios, mas algo me diz que Murphy dificilmente voltará a ser o que era antes e que ele não será o único a passar por essa experiência.

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Trazendo o assunto para os novos personagens de Sanctum, algumas informações sobre o povo já foram reveladas. Para início de conversa, as pessoas de Sanctum vivem em uma espécie de monarquia e hierarquia espiritual. No episódio passado, vimos o flashback de Josephine dando o nome de Sanctum ao novo lugar que seu pai estava tentando transformar em um santuário. Neste episódio, descobrimos que a família de Josephine é uma das quatro famílias da equipe que colonizou Sanctum e todos os membros delas são considerados deuses sagrados. São os Primes. Por isso, os ancestrais possuem um “sangue real”, como é o caso de Russell, Delilah e a criança Rose.

Falando em Delilah, apenas um dia antes de participar de sua cerimônia para finalmente entrar na realeza, ela começa a criar sentimentos por Jordan, que é recíproco. Mas esse novo casal já causou problemas em poucos minutos de existência. Isso porque o Jordan, muito provavelmente por pura inocência e empolgação ao conhecer pessoas novas fora do espaço, acabou contando todas as histórias sobre a Clarke para ela, que correu para contar ao Russell.

E obviamente se você escuta falar sobre alguém que matou centenas de pessoas e que está te pedindo uma chance para morar no mesmo local que seu povo, a resposta vai definitivamente ser negativa. Foi o que aconteceu durante o banquete que Clarke participou com Russell e a esposa para tentar negociar – e que vestido maravilhoso ela estava usando! Na verdade, o vestido era bem simples, mas como estávamos acostumados a sempre vê-la toda suja e acabada, foi como uma transformação divina. Haha!

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Como se todas essas informações já não fossem suficientes para um episódio incrível, nós também conhecemos aquelas criaturas estranhas da floresta que apareceram no trailer. Esse grupo de pessoas é conhecido como Filhos de Gabriel, que foi citado no começo do episódio por Russell. Segundo ele, durante um dos primeiros sóis vermelhos, veneno fez o demônio Gabriel acreditar que podia andar sobre a água. Provavelmente saberemos mais sobre Gabriel nos próximos episódios, mas os Filhos de Gabriel são exilados do domo que fica ao redor de Sanctum e o grupo é formado por pessoas que não são leais à realeza e querem a morte dos Primes.

Por isso, os Filhos de Gabriel chegam primeiro até a nave onde Diyoza estava com Madi para buscar os corpos da família da Kaylee e cortar as cabeças. Neste episódio pudemos entender porque a Kaylee ficou tão preocupada em levar os corpos dos mortos de volta à Sanctum. Como “a morte não é o fim”, eles provavelmente tentariam ressuscitá-los, principalmente por serem pessoas com o sangue real. Mais tarde, os Filhos de Gabriel mencionam um “velho” que ficaria satisfeito em ver as cabeças, o que sugere que eles possuem um abrigo exilado de Sanctum. Será que esse velho pode ser o tal do Gabriel? E qual seria a relação dele com o Russell?

Também descobrimos que as pessoas com o sangue real são, na verdade, pessoas que possuem o sangue preto. Ou seja, Clarke e Madi fazem parte dessa nova realeza. Foi exatamente por isso, após o esforço de Clarke em salvar Delilah de seu sequestro dos Filhos de Gabriel e ela acabar mostrando o sangue preto, que Russell decidiu deixá-los ficar.

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Alerta para teoria: com toda essa história de realeza por Sangue da Noite, é impossível deixar de lembrar dos Comandantes – que foram relembrados no treinamento da Madi no episódio. Sanctum é claramente um lugar espiritual, como o próprio nome já diz, além de ter toda a adoração aos deuses. Será que Russell é uma reencarnação do homem que apareceu no flashback do episódio anterior ou algo do tipo? Naquela cena, ele pergunta quais espécies Josephine tinha descoberto e, neste episódio, Russell comenta que o dardo paralisante vem de um besouro que a filha dele descobriu há um bom tempo. Além disso, na cena do banquete Russell comenta sobre um cachorro que mordeu o rosto dele quando ele era uma criança. E vocês lembram que o cara do flashback tinha uma cicatriz no rosto?

Não pode ser coincidência que logo neste episódio a Madi apareça falando sobre sonhar com um Comandante e Gaia orientando-a sobre aprender a usar a Chama. Será que a consciência dos ancestrais também é passada adiante em Sanctum?

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Para encerrar a análise da semana, Bellamy tomou uma decisão que pode ter agradado algumas pessoas, mas decepcionado muitas outras. Deixar Octavia exilada foi uma boa escolha? Não sei vocês, mas não entendo como ele pensou que abandoná-la traria algum benefício. Octavia acabou sendo capturada pelos Filhos de Gabriel e eu, sinceramente, não duvido nada que ela acabe se juntando a eles em algum momento da série – e a Diyoza, também exilada, deve ir junto nessa. É claro que Octavia se perdeu, mas deixá-la de lado não deve servir de grande ajuda para fazê-la se encontrar novamente. Muito pelo contrário, isso só fará com que ela acumule ódio e se vire contra o irmão. E eu confesso que agora bem quero ver isso acontecer, hein?

O que vocês acharam do episódio? Comentem!

Considerações finais sobre o episódio:

– Já quero mais presença de dogs na série <3

– Que linda a cena de reencontro entre Madi e Clarke!

A 6ª temporada de The 100 é exibida todas as terça-feiras às 22h00 nos Estados Unidos pela CW. No Brasil a Warner Channel irá exibir os novos episódios a partir da quinta-feira dia 16 de maio.

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