Análise | Review The 100 S06E05 – “The Gospel of Josephine”

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CUIDADO COM SPOILERS! Essa é a análise do quinto episódio da 6ª temporada de The 100.

Josephine Lightbourne, senhoras e senhores! Está cada vez mais difícil escolher o melhor episódio dessa temporada cheia de surpresas e reviravoltas, mas esse certamente ficou entre os candidatos.

Como o próprio nome já sugere, finalmente pudemos conhecer quem é Josephine e como as coisas funcionam para essa personagem que tem tudo para ser uma das principais vilãs da temporada. Apesar de termos tido uma primeira impressão de uma jovem tranquila e aparentemente inocente no flashback do segundo episódio, a ideia da imortalidade e a vivência de se hospedar em diferentes corpos por anos e anos fez com que ela se tornasse alguém que literalmente só quer saber de viver para sempre, não importa o que isso possa custar. E ela aprecia muito esse poder mágico e exclusivo de voltar a viver diversas vezes – um exemplo disso foi a cena MARAVILHOSA dela dançando enquanto pintava! A felicidade realmente cairia muito bem na Clarke, se fosse ela ali…

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Voltando ao episódio, o primeiro indício que tivemos para saber com quem estamos lidando foi Josephine ter, de repente, matado Kaylee ainda no começo do episódio – contra a vontade de seus pais, vale lembrar. Ao que parece, as duas foram melhores amigas em alguma época, mas Kaylee foi a responsável por matar Josephine em sua estadia anterior em outro corpo após ela matar um ente querido de Kaylee. Ou seja, o ditado do olho por olho, mas seguido diversas vezes. Provavelmente, veremos alguns flashbacks de outras vidas de Josephine ao decorrer da temporada, mas algo no olhar de Kaylee me diz que ela, de fato, representa um perigo para Sanctum – ou, ao menos, para o que Sanctum deveria ser. Afinal de contas, já ficou mais do que claro que apesar de Russell ser o líder desse povo, quem realmente dá as ordens (ou influencia nas decisões) é Josephine.

Outra demonstração de que Josephine realmente não se importa com mais nada além de poder viver para sempre é o fato de ela sequer ter tentado se esforçar para fingir que era a Clarke, como seus pais pediram para ela fazer enquanto descobria quem mais carregava o sangue escuro. Foi interessante ver que Abby foi uma das primeiras pessoas a desconfiar de que alguma coisa estava errada (e ela provavelmente teria concluído a afirmação se não estivesse tão obcecada em trazer Kane de volta). Mas, mesmo que Josephine não tenha feito muita questão de interpretar Clarke da melhor maneira possível, todas as cenas em que ela aparecia definitivamente foram muito apreensivas para quem estava assistindo. Destaque especial para a atuação incrível da Eliza Taylor, aliás! Apesar de estar no mesmo corpo, com a mesma voz e as mesmas feições, era possível ver no olhar dela que tinha uma pessoa totalmente diferente ali dentro. Esperamos ver mais dessa performance sensacional ao decorrer da temporada. Tragam o Emmy!

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Sanctum vive um momento de crise, como percebemos. Poucas pessoas nascem com o sangue escuro e as que nascem estão diariamente sendo alvos dos Filhos de Gabriel, o que faz com que eles estejam com uma escassez de hospedeiros para que os Primes voltem a viver. Apesar do trabalho fraco de espionagem, Josephine conseguiu descobrir que Madi também tem o Sangue da Noite, mas ainda soube de algo muito mais valioso: Clarke tem sangue escuro feito em laboratório. Pela expressão que ela fez no momento da descoberta, provavelmente ela vai querer usar essa ideia para transformar outras pessoas em Sangue da Noite e, assim, solucionar o problema da falta de hospedeiros.

Ainda não sabemos, contudo, se ter o sangue escuro de laboratório tem algum efeito sobre a cirurgia feita pelos Primes. Na minha opinião, acho muito improvável que a mente da Clarke realmente tenha sido apagada por total – acredito mais na teoria de que acontece uma sobreposição da mente, de forma que se a da Josephine for tirada, a da Clarke ainda estará lá embaixo. Vocês repararam que a Josephine disse ao pai que nunca costuma dormir na primeira noite? Meu palpite é de que a consciência da Clarke se manifeste durante o sono de Josephine. E o de vocês?

Jordan, que obviamente percebeu que Delilah não era mais a mesma pessoa que ele havia conhecido, está cada vez mais determinado a descobrir o que acontece na cerimônia de nomeação. Foi por isso que ele decidiu invadir o laboratório dos Primes enquanto todos estavam no funeral de Rose, sendo seguido por Murphy, Bellamy e Gaia, em um dos pontos mais altos do episódio. Josephine acabou seguindo o grupo e se vendo em um forte dilema: fingir que era a Clarke, mas ao mesmo tempo tentar tirá-los de lá antes que descobrissem tudo – uma descoberta que iniciou um dilema que já começou a dividir o grupo: eles deveriam ficar ou fugir de Sanctum? É claro que ainda tem muita coisa para acontecer nessa temporada e eu duvido muito que eles decidam fugir para outro lugar agora. Até porque não existem muitas opções para onde ir, não é?

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E o que eles descobriram é suficiente para fazer a gente criar mil e uma teorias. Primeiro detalhe que vale ser lembrado: Gabriel, de quem estamos ouvindo tanto falar nos últimos episódios, é aquele geneticista que formava um par com Josephine no flashback do segundo episódio. O que vimos no final daquele flashback foi, oficialmente, uma alucinação provocada pelo primeiro sol vermelho e que fez um pai matar a própria esposa, filha e outros na época. De acordo com uma gravação, ele e Gabriel passaram 25 anos estudando possibilidades de trazer Josephine de volta. O resultado que eles assistiram foi a primeira experiência bem sucedida de uma troca de consciência em um corpo. “Você superou a morte”, como disse o pai de Josephine ao Dr. Santiago.

Um questionamento importante após essas descobertas é: se Gabriel foi o responsável por descobrir como ultrapassar os limites da morte e trazer pessoas de volta em outros corpos, o que aconteceu para ter feito ele mudar de ideia sobre isso? Será que o único objetivo dele era ter Josephine de volta? Ou talvez o poder subiu à cabeça dos Primes e Gabriel passou a ver uma certa tirania em toda essa divindade que fazia as pessoas caminharem em direção à morte por vontade própria? A questão é que se isso tudo aconteceu há 200 anos atrás, Gabriel precisaria ter se hospedado em outros corpos para estar vivo agora. Mas, como nem mesmo os Filhos de Gabriel sabem se ele está vivo ou morto, uma das teorias mais prováveis é de que ele arranjou uma forma de se hospedar em uma espécie de anomalia, como ouvimos falar no outro episódio, para não ter que matar mais inocentes para se hospedar em seus corpos.

O curto trabalho de espiã de Josephine acaba tão cedo como começou. Ao ver que Murphy é a pessoa que mais pode concordar com ela e ajudá-la, ela decide contar a verdade para ele e oferecer a possibilidade dele viver para sempre. É claro que qualquer pessoa gostaria de ser imortal, mas Murphy tem um incentivo ainda maior para aceitar esse acordo: ele viu o inferno quando morreu por alguns instantes e isso definitivamente conseguiu deixá-lo abalado, apesar de ainda não sabermos o que exatamente ele viu. É provável que Josephine queira colocar em prática o plano do Sangue da Noite em laboratório com Murphy, mas a grande questão é saber se ele realmente irá trocar de lado ou se ele fará o papel de espião para ser o herói depois – e quem sabe salvar Clarke. Algum voto de confiança para o Murphy por aí?

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Enquanto tudo isso acontecia, Octavia e Diyoza saíam na missão de tentar capturar Xavier, mas elas acabaram caindo em uma armadilha: uma espécie de areia movediça que engole sua vítima à medida que ela tenta lutar contra. Apesar de não ter tido muitas descobertas, essa cena foi essencial para começar a criar um vínculo que deve ser importante entre a Diyoza e Octavia, mas acima de tudo, foi fundamental para Octavia perceber que ela quer, sim, viver. Durante todos os últimos episódios, nós vimos a personagem ser abandonada, se arriscar e até mesmo desejar ter morrido naquela queda no penhasco, mas agora ela está finalmente começando a entende que não é e nem precisa ser o fim dela. Quando um surto temporal começa a atingir a floresta, Xavier lança a corda para que as duas saiam da areia movediça, mas só Diyoza consegue correr a tempo. Octavia, contudo, mergulha na areia e prende a respiração – um sinal de que ela ainda quer viver, sim. E na minha opinião, Diyoza é uma das poucas personagens que realmente pode ajudar Octavia a passar por esse momento, visto que ela sabe como é ser tratada com ódio por outras pessoas e ainda é a única que não possui nenhum tipo de mágoa ou rancor pelas atitudes de Octavia. Essa amizade, com certeza, será muito interessante de ver!

Considerações adicionais sobre o episódio:

– A cara da Josephine ouvindo o Trigedasleng é a mesma que eu faço nas aulas de matemática.

– É pedir demais por um confronto entre Octavia e Josephine? Já quero!

A 6ª temporada de The 100 é exibida todas as terça-feiras às 22h00 nos Estados Unidos pela CW. No Brasil, a Warner Channel exibe os episódios inéditos todas as quinta-feiras às 23h40.

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