Análise | Review The 100 S06E11 – “Ashes to Ashes”

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CUIDADO COM SPOILERS! Essa é a análise do décimo primeiro episódio da 6ª temporada de The 100.

Nesta semana, tivemos um episódio que não foi tão forte, surpreendente e repleto de cenas de ação, mas foi um episódio necessário para deixar um gostinho importante para o público: aquele que indica que uma guerra está vindo. Aliás, esses indícios de um começo de batalha também apontam uma outra coisa não tão animadora assim; estamos chegando no final da temporada.

Mas, antes de começarmos as lamentações de quem odeia ficar esperando uma temporada nova, vamos ao episódio da semana.

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Esse episódio foi um pouquinho mais especial porque foi dirigido pelo Bob Morley, ator que interpreta o Bellamy na série. Foi a primeira vez que ele esteve por trás da direção de um episódio – e nós já queremos ver isso acontecer de novo! Por coincidência ou não, Bellamy voltou a ganhar mais destaque nas cenas desta semana logo após salvar Clarke. Ainda na cabana de Gabriel, ela acordou depois de algumas horas de sono (imagina o quanto esse corpo precisava de um descanso?!), finalmente sem Josephine dividindo um mesmo cérebro, e já teve um momento lindo com Bellamy – que foi a pessoa que mais lutou e acreditou que ainda podia salvá-la.

Mas, como alegria nenhuma dura muito tempo em The 100, o momento de união e reencontro é interrompido por um assunto urgente: eles ainda precisavam de um plano para resgatar os outros de Sanctum. O mais rápido possível.

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Confesso que me surpreendi ao ver que Bellamy estava disposto a deixar que todos os inocentes de Sanctum morressem sem nem ao menos pensar em um plano que salvasse o povo deles sem resultar em um massacre. Principalmente, aliás, por serem pessoas que viveram suas vidas inteiras acreditando em uma divindade que não existe. É claro que o personagem está emocionalmente sobrecarregado com tudo que aconteceu nos últimos dias, ainda mais se formos considerar que ele tem em mente o fato de Monty ter se sacrificado durante décadas para que eles encontrassem esse lugar para viver em paz. Levando isso em conta, é compreensível que ele esteja tão desesperado para salvar seu povo, custe o que custar – mas não é repetindo os mesmos erros do passado que eles vão se tornar melhores. Como Clarke queria.

Todo esse Conselho para decidir um plano é interrompido por uma outra reunião marcante: Filhos de Gabriel. Como tínhamos visto no início da temporada, nem mesmo os membros do movimento sabiam se Gabriel estava vivo ou não. Para eles, era como se o líder tivesse os abandonado. Imagine a seguinte situação: você larga tudo para integrar uma causa com valores que você acredita e, após passar anos sem saber onde estava o líder, descobre que ele, na verdade, ocupou um novo corpo (justamente o que o movimento vai contra) e esteve durante todo esse tempo mentindo. 

É claro que os Filhos de Gabriel se virariam contra Gabriel quando descobrissem – ainda mais se ele estivesse ao lado de alguém que poderia ser considerada uma Prime, pelo conhecimento deles. Todo esse tumulto poderia ter sido evitado se Gabriel apenas tivesse contado a verdade antes e deixado a vergonha de lado, já que ele ressuscitou contra sua vontade. Como Layla, a irmã de Xavier, disse: ele poderia ter sido sincero e contado a verdade, mas preferiu deixar as coisas como estavam e mentir durante anos.

Essa pressão toda, ao menos, serviu para que eles pensassem em um plano rápido que contasse com a ajuda dos Filhos de Gabriel. A estratégia seria usar a toxina do Sol Vermelho, que causa alucinações, para criar uma bomba. O caos da evacuação seria o gancho perfeito para que eles entrassem em ação e salvassem seu povo, enquanto os Filhos de Gabriel matassem os Primes. 

Apesar do plano parecer a melhor resposta para alguns, a semelhança com o massacre de Mount Weather (que foi tão lembrado nessa temporada, aliás) fez com que Clarke procurasse uma alternativa melhor. Usar menos toxinas, apenas o suficiente para atingir os insetos, iria desencadear a evacuação sem caos. Quem desligaria o escudo, por outro lado, seria a própria Clarke se passando por Josephine. A ideia se concretiza quando Jade e Murphy (que obviamente seria o escolhido por Russell para buscar Josephine) invadem a cabana enquanto os Filhos de Gabriel estão ocupados com uma distração e Clarke volta para Sanctum, como Josephine. 

Tenho certeza que muitos vão concordar comigo quando eu digo que Clarke se passar por Josephine é o auge da atuação de Eliza Taylor. Que incrível vê-la trabalhando de uma forma tão impecável! #AlôEmmy

Além disso, uma cena que todos esperavam há muito tempo finalmente aconteceu. Bellamy e Octavia se reencontraram, mas quem esperava uma união um pouco mais amigável se decepcionou. Assim como eu falei lá em cima, Bellamy está extremamente determinado a fazer com que seu povo seja salvo, mesmo que isso custe a vida de outras dezenas de pessoas – algo que, para a surpresa de muita gente, Octavia discorda. Isso fez com que ele fosse ligeiramente rude com ela em algumas cenas, reforçando que não precisava de uma aula sobre moral vindo da irmã. 

Esse reencontro repleto de tensão dividiu a opinião de muita gente. É claro que Bellamy ainda guarda muita mágoa por tudo que Octavia fez na quinta temporada, principalmente porque ele esteve por perto em vários momentos tentando fazê-la enxergar os erros. Por outro lado, essa reação dele pode ter sido um pouco exagerada demais. Obviamente, Bellamy não é nenhum santo e já foi responsável pela morte de centenas de pessoas inocentes, até mesmo indiretamente pela execução do amor da vida da irmã. Mas, na minha opinião, essa questão entre os dois vai além dos erros de Bellamy.

No início da temporada, quando Octavia ainda se negava a admitir os próprios erros, esse tipo de resposta era até compreensível. Mas, depois do que aconteceu com a Anomalia, ela literalmente parece outra pessoa. Isso é nítido pela aparência, pela forma que Octavia fala e, inclusive, até mesmo pessoas não tão próximas, como Gabriel, já perceberam que ela está buscando redenção. Que ela quer se perdoar e seguir em frente. Será que negar perdão para quem tanto está pedindo é realmente uma boa?

O discurso “você é minha irmã, mas não é minha responsabilidade” é importante no sentido de reconhecer que os dois cresceram e que Octavia precisa se responsabilizar pelas próprias decisões, sem que Bellamy tenha que passar a mão na cabeça dela como antes fazia. Por outro lado, Bellamy precisa reconhecer que ele a deixou de tratar como irmã. Arrisco dizer que ele parece nem tratá-la mais como uma pessoa que importa para ele. Um exemplo disso é o fato de ele tê-la abandonado para fora de Sanctum e, por mais que eu sempre tenha ficado com a impressão de que ele se preocupava se ela havia sobrevivido na floresta ou não, nem ao menos se mostrou feliz ou aliviado quando viu que ela estava viva. Reconheço a mágoa de Bellamy, mas acredito que Octavia já pagou muito pelo que fez e precisa de ajuda para seguir em frente. E vocês? O que acham sobre a relação entre os dois Blakes?

As coisas em Sanctum ficaram paradas nesse episódio. Para mim, o único destaque foi que finalmente conseguimos descobrir mais sobre a história de Echo. Após ser a primeira cobaia para a transfusão de Sangue da Noite via medula óssea (e ter funcionado), ela estava prestes a ser morta por Ryker quando o convenceu a ouvir sua história antes. Já sabíamos, obviamente, que Echo não havia tido uma infância comum porque havia sido treinada desde cedo para ser uma espiã e guerreira no clã da Rainha Nia. Mas o que não tínhamos ideia era que Echo, na verdade, nem sempre foi Echo. 

Através de um flashback, pudemos ver que Ash não levava muito jeito para atirar em alvos como Echo fazia. Na lembrança, a Rainha Nia faz desafios para provar que Echo teria coragem de matar em sua defesa e, após uma tentativa fracassada, ela ordena que a menina mate a outra criança, Ash. As duas começam a lutar sem muita vontade e, com uma estratégia esperta e de surpresa, Ash acaba matando a garota e se tornando Echo – já que esse era o nome que esperavam da pequena guerreira. Aliás, acho interessante associar que o verdadeiro nome da Echo tem uma relação com o nome do episódio e destacar que Ash em inglês significa “Cinza”, o que nos faz refletir que essa lembrança nos mostra o dia em que ela realmente ressurgiu das cinzas. Gostei de ver a série dando esse espaço para a Echo, que sempre foi uma personagem impressionantemente forte.

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Acho válido destacar outro ponto que foi levantado rapidamente durante esse episódio. Como ainda não tivemos muitas respostas sobre essa tal da Anomalia (o maior mistério da temporada), arrisco dizer que Diyoza pode não estar morta. Inclusive, minha teoria é que ela vai aparecer (com uma filha nascida nos braços!) em algum momento muito importante para causar uma reviravolta nesse clima final de temporada. Até porque, cá entre nós, eu só acredito na morte quando vejo o corpo. Haha!

Considerações finais sobre o episódio:

– BREAKING NEWS! The 100 segue dando atenção para plot chato de Madi e esquece Raven em churrasco.

– Indra também ainda não foi resgatada do churrasco, né gente?

– Murphy falando em Trigedasleng com a Echo e depois pedindo pra ela fingir odiar ele foi PER-FEI-TO!

– Será que essa transfusão de Sangue da Noite na Echo realmente deu certo? Me pareceu fácil demais!

– Já estou ansiosa para ver fogo no parquinho.

A 6ª temporada de The 100 é exibida todas as terça-feiras às 22h00 nos Estados Unidos pela CW. No Brasil, a Warner Channel exibe os episódios inéditos todas as quinta-feiras às 23h40.

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