Quero começar dizendo que escrevo esse artigo como fã, e não como crítico como costumo fazer aqui no The 100 Brasil. Se você acompanha nosso trabalho pelo Twitter (@The100Brasil) pode perceber que Lexa sempre foi uma das nossas personagens preferidas, uma das nossas personagens queridinhas da série.

Hoje venho aqui com a maior tristeza que já tive sendo fã dessa série falar que Lexa morreu. É difícil falar de alguém que não é real, é difícil ter sentimentos por um personagem de uma série de TV. Mas Lexa era mais que isso, ela era não era apenas mais uma personagem de uma série de TV.

A personagem de Alycia Debnam-Carey tinha tudo para não ser querida pelo público, que está acostumado com homens cisgêneros tendo todo destaque na televisão, que está acostumado em ver mulheres sendo submissas de homens. Então Lexa chegou, ela veio para quebrar todos esses paradigmas, ela era mulher, lésbica, comandante líder de seu povo. Seu gênero, orientação sexual, nunca importaram. Ela era simplesmente forte, única e verdadeira.

Uma personagem que fez milhares de jovens se sentirem representados, uma personagem que fez milhares de pessoas se sentirem mais fortes, que pode ensinar pessoas a como superar suas fraquezas. Que morreu, mas que com certeza nunca será esquecida.

Ela merecia mais! Merecia presenciar a criação do novo mundo, aquele em que ela começou a construir aos poucos junto a Clarke, um mundo onde violência não fosse a resposta para tudo. Um lugar onde ela pudesse finalmente encontrar a paz e pudesse viver a felicidade novamente.

Ela se foi, mas aprendeu muito no caminho. Ela errou, fez o que achava ser certo pelo seu povo e quando finalmente percebeu que a vida era mais que sobrevivência, acabou morrendo por amor, ao qual ela sempre considerou uma fraqueza.

Os únicos perdedores de sua morte são os fãs e a própria série, mas ainda assim presenteados por ter tido a oportunidade de acompanhar um pouco da história dessa líder, que com certeza mudou o futuro da série, e o pensamento de muitos espectadores.

Lexa se foi, mas seus ensinamentos não. Sua história e seu legado continuam vivos, sejam eles na série ou em nossas vidas reais. Iremos lembrar de Lexa sempre, não apenas como uma personagem que morreu em The 100, mas como um exemplo de nossas lutas, como um exemplo de igualdade.

Dou adeus a uma das minhas personagens preferidas de todos os tempos, a que mais me emocionou, que mais me ensinou, e que ainda vai continuar sendo um exemplo em minha vida pessoal.

Obrigado Alycia por ter dado o seu melhor por essa personagem, por ter mergulhado de cabeça no projeto, por ter aceitado um papel que muitos teriam rejeitado, por não ter medo em interpretar uma personagem lésbica, por representar uma cambada de fãs mundo a fora.

Lexa, sua luta não acabou!