O site americano Entertainment Weekly divulgou hoje a primeira crítica da terceira temporada de The 100.

Com bons elogios, a temporada promete muita ação e tratar questões sociais em um mundo onde os personagens lutam a todo momento para continuar vivos.

Confira a crítica do site:

É fácil subestimar a CW se você é um adulto arrogante igual eu. Tanta escapada juvenil na moda, tão pouca variação no estilo estético – tão bonito, tão limpo, tão Vancouver, B.C. – que tudo parece o mesmo. Mas ao longo dos últimos dois anos, a rede amadureceu com um cardápio mais exclusivo e sofisticado como iZombie, Crazy Ex-Girlfriend e The 100, uma distopia de ficção científica/fantasia sobre a moralidade da sobrevivência. Com a sua terceira temporada, a série continua maior, mais sombria e melhor.

Inspirada na série de livros de Kass Morgan e ambientada em futuro explosivo recuperado pela natureza, The 100 começou com um bando de adolescentes mal-criados – presos em uma estação espacial superlotada chamada de Arca – banidos para a Terra seja para reabitá-la ou para morrer. A partir dessa premissa, o dono da série Jason Rothenberg evoluiu os personagens e estruturou o mundo com um cuidado e imaginação impressionante. O trabalho de sobreviver e construir uma sociedade amadureceu ou endureceu (ou ambos) aqueles que não foram mortos pela batalha, enquanto outros têm se transformado através do contato e do conflito com os Grounders, um termo genérico (e pejorativo) para uma coleção de clãs de guerreiros pós-apocalípticos. Se há uma figura central, é Clarke (Eliza Taylor), co-líder dos 100 e filha da líder médica da Arca (Paige Turco; sim, há adultos aqui). Seu vínculo sexy e carregado com Lexa (Alycia Debnam-Carey), comandante dos 12 clãs, é sem dúvida o relacionamento mais convincente da série. Estou ignorando multidões; o alcance é vasto.

Dilemas éticos e políticos complexos têm elevado o drama. No merecido choque final da temporada passada, Clarke e o co-chefe Bellamy (Bob Morley) – obscuros pela guerra e convencidos de que estavam presos em um cenário matar-ou-morrer – fazem uma escolha cruel para salvar seu povo. O desenrolar dos efeitos colaterais na terceira temporada expande o mundo e rende temas ressonantes como xenofobia, terrorismo e religião. As pessoas da Arca devem se juntar na confederação de clãs de Lexa? Eles devem aceitar ou temer a proteção de uma força de paz de Grounders que podem querê-los mortos? Essas perguntas se desenrolam com uma eleição se aproximando e intrigas transpirando ao longe que prometem complicar tudo; a estranha relação do ex-Chanceler Jaha (Isaiah Washington) com uma potente inteligência artificial que pode ter causado o apocalipse.

Você deseja que The 100 tenha orçamento, tempo e talento para produzir verossimilhança maior. Ainda assim, a visão brilha, e o elenco trabalha duro para fazer os personagens e os relacionamentos cada vez mais complexos. Taylor, por exemplo, veste a dureza da Clarke com grande confiança para coincidir com seus novos bloqueios vermelhos. Você vê isso em seus confrontos com uma nova camada, o caçador de recompensas Roan (Zach McGowan), e em suas intimidades carregadas. Debnam-Carey mostra tons mais ousados conforme Lexa afasta conspirações e anseia por uma conexão renovada com Clarke. Não deixe a batida adolescente enganar você: The 100 – sempre acima da média YA – amadureceu e endureceu para uma das melhores séries de Big Saga da TV.

The 100 retorna com sua 3ª temporada no dia 21 de Janeiro de 2016 na emissora americana CW. No Brasil a MTV exibirá a nova temporada apenas em Março do mesmo ano.

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