ATENÇÃO: A análise a seguir contém SPOILERS do décimo segundo episódio da terceira temporada de The 100. Leia por sua conta e risco!

“Buscai as coisas mais elevadas”

Considerando o retorno de Arkadia como uma verdadeira cidade fantasma, o episódio S03E12 – “Demons” deu sentido ao próprio nome e seguiu com um ar de suspense e até mesmo um pouco de terror por boa parte dos quarenta e poucos minutos, o que é algo que não estamos tão acostumados a ver em The 100, mas que ainda assim tornou o episódio incrivelmente bom de assistir. Além disso, assim como no episódio anterior, a presença do grupo original dos 100 trabalhando junto foi o auge do episódio e nos relembrou um dos motivos por qual nos apaixonamos pela série.

O episódio começou de uma maneira bastante incomum: Miller decide contar uma “história de terror” do massacre da Estação Alpha para Harper e Bryan, enquanto os três estão em volta de uma fogueira dentro da caverna e uma tempestade ameaça cair lá fora. De certa forma, vê-los fazendo brincadeiras como se fossem jovens comuns por um único momento é algo extremamente raro em um mundo onde todos estão, o tempo todo, preocupados apenas com a própria sobrevivência. Aliás, é realmente uma pena não podermos ver cenas assim mais vezes, com esse singelo toque de primeira temporada. Mas então, após Miller terminar de contar a história do brasileiro – é isso mesmo, pessoal, eu já até me sinto na série – Capitão Fidalgo, ele sai da caverna para fazer xixi (ele não disse, mas sabemos que foi) e não volta mais; depois Bryan vai atrás dele e também não volta, até finalmente Harper ir procurá-los e também “ser pega” por uma sombra escura e mascarada. Não sei vocês, mas essa cena me lembrou 100% aqueles filmes de terror onde os adolescentes estão acampando distraídos em algum lugar e de repente, são capturados e mortos um por vez. E apesar de não ser exatamente o estilo que estamos acostumados a ver em The 100, o toque de suspense combinou perfeitamente com o enredo do resto do episódio.

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E como já dito, a presença do grupo original dos 100 trabalhando juntos com apenas um propósito está sendo o ponto alto dos últimos episódios – e esperamos que continue assim. De volta à Arkadia, que se tornou uma cidade fantasma, eles seguem a missão de reunir suprimentos e encontrar o caderno de Lincoln para que finalmente pudessem encontrar Luna e salvar o dia, mas é claro que estamos falando de The 100 e nada seria tão fácil e simples assim. A grande surpresa do episódio foi a volta do sobrevivente e aparentemente imortal Carl Emerson, o mesmo que Clarke teve a chance de matar lá no S03E06 – “Bitter Harvest”, mas como quem é vivo sempre aparece, retornou para tentar pela milésima vez se vingar da Wanheda que tirou a vida de seu povo. E na tentativa de sequestrar todos os amigos de Clarke, Emerson acaba se envolvendo numa luta no escuro com Sinclair e o resultado é a morte do engenheiro. Mas o mais triste da morte de Sinclair foi a reação de Raven, já que ele era alguém próximo a ela, praticamente como um pai de criação que a ensinou tantas coisas, e ela também o perdeu. Pior ainda, Sinclair passou os últimos instantes de sua vida preocupando-se em mantê-la segura dentro do jipe ):

O plano de Emerson era basicamente sequestrar os amigos de Clarke e fazê-la assisti-los morrer, assim como aconteceu com ele. E chegou bem perto de funcionar, não é? Todos, incluindo Bellamy, foram presos na câmara e o oxigênio foi desligado; provavelmente essa foi a cena mais tensa do episódio porque, mesmo que seja praticamente impossível que todos morram de uma vez só, sempre há aquela aflição de vê-los tão perto do fim. Mas, no último instante, Clarke consegue lutar contra Emerson e usa as palavras “Ascende Superious” para ativar o chip da A.L.I.E. 2.0. e usá-lo em Emerson. Como Clarke explicou para Raven um pouco antes de tudo isso acontecer, a A.L.I.E. 2.0. torna-se mortal para quem não é um Nightblood, ou seja, não tem o sangue da Comandante. Por isso, para que eles tenham acesso à segunda inteligência artificial, é preciso um hospedeiro: no caso, Luna. E assim finalmente a vida de Emerson chega ao fim – porque ninguém aguentava mais, né? – e o massacre de Mount Weather pode ser enterrado devidamente, sem mais fantasmas ou demônios para assombrar o caminho de Clarke.

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As coisas em Polis começaram a ficar mais complicadas do que já estavam. Murphy cada vez mais tem se tornado uma figura importante na cidade Grounder e ganhou um destaque maior no episódio graças ao retorno de Emori. E, depois de passar um tempo matando a saudade da namorada, ele acaba revelando a ela o segredo de Ontari, mas o que ele não imaginava era que Emori também havia tomado o chip e estava sob controle de A.L.I.E. Dois episódios atrás, nós vimos Abby dizer que agora que Arkadia já havia sido tomada, podiam iniciar a fase 2, o que nos leva a concluir ser tomar o controle de Polis. Isso apenas se concretiza quando Jaha oferece o chip para Ontari e revela a traição de Murphy, que acaba sendo preso e impossibilitado de contar a verdade sobre Jaha. Mas apesar de toda a força e crueldade, sabemos que Ontari não é tão sábia quanto Lexa era; na verdade, podemos dizer que ela é facilmente influenciável e aceita qualquer oferta que prometa ajudá-la a alcançar poder. Dito e feito: Ontari toma o chip e A.L.I.E. passa a controlar Polis. Tudo isso nos leva a uma questão interessante sobre o que provavelmente acontecerá daqui para frente: a guerra prevista para acontecer seria entre Ontari e Luna pelo trono de Comandante – o que influenciaria Arkadia também, mas como já temos ideia de que Luna terá a segunda I.A. em sua mente, nada mais justo que ter uma I.A. na mente de Ontari também, não? A.L.I.E. contra A.L.I.E.? Se acontecer, seria excepcionalmente genial, não há como negar.

A última cena foi um tanto quanto surpreendente, mas essencialmente necessária. Quando Bellamy surgiu segurando um corpo coberto por um lençol, o primeiro pensamento foi em Sinclair, porém tratava-se do corpo de Lincoln (que, aliás, ainda estou de luto). É claro que isso não tornaria tudo mais fácil para Octavia superar, mas ter a chance de dar o adeus que ela não pôde ainda seria um passo para que melhorasse. Além disso, foi bom o grupo ter se reunido numa cerimônia para se despedir de Lincoln e Sinclair de maneira apropriada. Eles mereciam. Enfim, não sei vocês, mas eu tô me perguntando até agora onde o Kane se meteu que até o Jaha chegou em Polis antes dele – e quando Kane foi com os Grounders levando Pike, Jaha ainda estava convertendo as pessoas em Arkadia. Só existe duas opções para esse sumiço não explicado: ou Kane já chegou em Polis e ainda não foi mostrado ou eles tiveram o caminho interceptado por algum problema, o que eu acho mais provável. Bem, só nos resta esperar para ver. May we meet again!

Observações:

– Pelo amor de Wanheda, deixem a Octavia ficar de luto pelo menos um pouco. Dói ver ela sofrer por um segundo e depois endurecer a expressão ):

– Monty e Jasper reatem logo essa amizade, por favor. Em The 100 a vida é muito curta pra vocês ficarem brigados pra sempre.

– Polis anda tão bagunçada que daqui a pouco até eu tô sentada no trono de Comandante.

– Mais um personagem morto e o Jaha continua lá, respirando…

– R.I.P. Sinclair.

A 3ª temporada de The 100 é exibida todas as quintas-feiras no EUA pela emissora CW. No Brasil as exibições acontecem nas segundas-feiras às 22:50h na MTV.

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