ATENÇÃO: A análise a seguir contém SPOILERS do primeiro episódio da quarta temporada de The 100. Leia por sua conta e risco!

“E agora, nós sobrevivemos”. YAY! Depois de alguns longos meses de espera e ansiedade para a nova temporada, The 100 retornou trazendo um episódio já com bastante ação, conflitos e uma boa introdução sobre que está por vir.

Nós começamos a temporada exatamente onde paramos ao final da anterior: o fim da Cidade das Luzes. Os habitantes estão lidando com as consequências aos poucos, voltando suas atenções para os mortos e os feridos, além das próprias dores. Polis foi parcialmente destruída, perdeu sua Comandante e ainda não existe mais ninguém com o sangue certo disponível para ascender ao trono. É claro que com toda a confusão e dor causada pelos chips de A.L.I.E., alguém precisa levar a culpa, que logo cai em cima dos Skaikru. Acho que podemos dar os créditos disso ao nosso querido Jaha, não é?

No meio de tudo isso, a Nação do Gelo surge para reivindicar o poder e declarar uma guerra, se assim for preciso, enquanto esperam que seu Rei Roan acorde para liderá-los – alguém que todos pensavam estar morto. E, para a surpresa de muitos, Echo retornou! Não sei vocês, mas o destaque dado para essa personagem foi uma boa jogada da estreia e eu espero que eles nos mostrem mais sobre ela, inclusive sua relação com a falecida Rainha Nia. Sua tentativa de assumir algum tipo de liderança no seu clã e fortalecer a rivalidade com os Skaikru influenciando o Rei serviu para nos mostrar que Echo é capaz de fazer qualquer coisa para conseguir o que quer. Até porque, né, quem chama o próprio Rei de fraco na frente dele? Certamente temos MUITO o que esperar dela.

Com a radiação se aproximando cada vez mais, o maior problema que será enfrentado durante a temporada já está entrando no conhecimento de muitos, embora Bellamy tenha sugerido para Clarke não divulgar a situação até eles saberem como solucionar. Essa atitude parece um pouco errada quando se trata do fim do mundo porque, convenhamos, se eu só tivesse seis meses de vida, é um direito meu saber disso e viver o resto do tempo como eu bem entender, certo? No entanto, problemas desesperadores geram um pânico geral que, às vezes, pode só atrapalhar. Não existem reações boas e tranquilas quando a notícia é o apocalipse iminente em contagem regressiva, especialmente quando ninguém tem ideia de como se salvar.

A cena final do episódio cumpre bem o papel de mostrar o quão grave é a situação que os roteiristas idealizaram. Está mais do que claro que não existe tempo a perder – até porque eu duvido muito que o prazo seja realmente esses longos seis meses -, mas ainda aposto minhas fichas em uma breve guerra entre clãs no meio de tudo isso. Já sabemos que os chefes de guerra de Azgeda não respeitam Roan por ele ter perdido a batalha de Lexa, então fica difícil acreditar que a paz reinará só por ele ter a Chama em mãos, enquanto coloca em prática uma ordem de inclusão que não foi bem aceita antes. Conflitos internos provavelmente acontecerão ao mesmo tempo que os problemas externos se aproximam. Será uma temporada surpreendente, com toda certeza!

Observações finais:

– Só eu achei MUITO estranho o Jaha aleatoriamente ajudando o pessoal da Arkadia com o plano de salvar o Roan? Tão solidário… nem parece que colocou centenas de pessoas nas mãos de uma maníaca!

– Temporada termina, temporada começa e o Jasper continua seguindo o lema “queria estar morta”.

– Octavia estava tão incrível nesse episódio… não esperava menos vindo da rainha da série!

– O que dizer dessa temporada que mal começou e já considero pakas?

– Não terminar a review sem lembrar do abraço do Kane e Indra, melhor amizade!

A 4ª temporada de The 100 vai ao ar toda quarta-feira nos EUA pela CW. No Brasil a série será exibida pela Warner Channel em abril de 2017.

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