ATENÇÃO: A análise a seguir contém SPOILERS do primeiro episódio da quinta temporada de The 100. Leia por sua conta e risco!

O que resta da Comandante da Morte quando não há mais quem matar?

Ela demorou, mas finalmente chegou: a estreia da quinta temporada de The 100. Para os personagens, passaram pouco mais de seis anos desde que a Terra foi destruída pela milésima vez. Para nós, pareceu quase o mesmo tempo, né? Durante todo o hiatus, várias teorias foram feitas sobre o que teria acontecido após o temido Praimfaya. E, agora, algumas respostas foram dadas – mas outras perguntas também surgiram.

Para começar a falar sobre o primeiro episódio, precisamos relembrar como o último terminou. No dia em que a Terra veria seu fim, os clãs ficaram dentro do bunker, tendo Octavia na liderança. Raven, Bellamy, Harper, Monty, Murphy, Emori e Echo conseguiram decolar rumo ao antigo lar dos Skaikru, mas tiveram que deixar Clarke para trás. Anos depois, vimos que nossa Wanheda sobreviveu e achou uma companhia de provavelmente doze ou treze anos, chamada Madi. Mas, como nós vimos na season finale, uma nave desconhecida trouxe uma nova ameaça. Lembraram?

Todo início de temporada é importante para uma série, pois é o momento em que a nova premissa é apresentada ao público e os caminhos de cada personagem começam a ser traçados. Mas uma nova temporada com um salto temporal? Mais impactante ainda. O Praimfaya não detonou apenas o que conhecíamos como Terra, mas também colocou um peso entre o que era The 100 nas quatro temporadas anteriores e o que será da série de agora em diante.

A temporada começou mostrando uma das coisas que mais queríamos ver: a sobrevivência de Clarke. Embora não tenha ficado totalmente claro, podemos concluir que ela sobreviveu à radiação devido ao sangue de Nightblood. Mas, por incrível que pareça, sobreviver ao Praimfaya não foi o mais difícil. Depois que toda a onda da morte passou, Clarke teve que aprender a viver com a sede, a fome, o cansaço e a solidão. E foi exatamente nessa parte que Eliza Taylor mostrou o enorme talento que tem.

O episódio leva o nome de Éden, mas todas as cenas de Clarke, acompanhadas pela belíssima atuação de Eliza, provaram algo que muitos não têm noção: sobreviver não é o paraíso. Ela pode não ter perdido a vida na radiação, mas ficou completamente sozinha em um mundo destruído. Mesmo conseguindo água e comida, a solidão é uma das coisas que mais podem levar alguém à loucura. Por isso, eu acredito que a cena em que Clarke pega a arma e aponta para a própria cabeça, no meio de um deserto, talvez seja a cena mais triste de toda a série. Sem dúvida, foi muito impactante vê-la considerando se matar, quando sempre foi ela que tentou salvar todas as pessoas que ama, fazendo sacrifícios e colocando a própria vida em segundo plano. Mais uma vez, Clarke Griffin mostrou o quão forte é.

Quando Clarke encontra Madi, é como se ela encontrasse uma família novamente. Embora tenha começado de uma forma inusitada e um pouco agressiva, a relação das duas passa a criar um laço fraternal muito bonito. Clarke começa a ser para Madi o que Bellamy sempre foi para Octavia – e as semelhanças não param por aí, já que Madi também passou um tempo escondida embaixo do chão, como descobrimos mais tarde.

A vida tranquila das duas é interrompida com a chegada da nave que conhecemos no final da temporada anterior. Como já imaginávamos, os novos habitantes serão a nova ameaça aos clãs. Ainda não ficou muito claro de onde a nave vem e quem são as pessoas nela, mas tudo indica que elas estiveram na Terra há pouco tempo. E ao analisar o forte armamento e o mini discurso da líder, eles não querem companhia.

Ainda que não saibamos nada sobre a personagem, é muito bom ver que mais uma mulher foi colocada em posição de liderança na série.

Enquanto tudo isso acontece na Terra, as coisas também não estão dando muito certo no espaço. Bellamy, Raven, Monty, Murphy, Emori, Harper e Echo conseguiram sobreviver na Arca, mas eles não têm combustível o suficiente para voltar. Entretanto, a única solução encontrada pelo grupo não parece ser tão segura: usar o resto de combustível para ir até onde está uma nave desconhecida, que foi a mesma que enviou a base de transporte com os novos habitantes para a Terra. Mas, considerando o pouco que vimos sobre esse povo, duvido muito que eles sejam amigáveis ao ponto de oferecer combustível de graça para que o pessoal da Arca volte.

Falando em pessoal da Arca, obviamente coisas entre eles mudariam. Quem convive durante 6 anos com algumas poucas pessoas e mantém tudo normal? Como esperado, Murphy não se adaptou às regras do grupo mais uma vez e se isolou, inclusive de Emori. Bellamy e Echo começaram um relacionamento, para a não-surpresa de ninguém. Talvez seja preciso mais algumas cenas dos dois para formar uma opinião concreta sobre esse novo casal polêmico – afinal, ela quase matou a irmã dele. Vamos esperar para ver, né?

Por hoje, é só. Uma última cena nos mostrou uma prévia do que anda acontecendo no bunker, envolvendo muita luta e sangue, sob o olhar severo de Octavia em seu novo trono. Provavelmente, o próximo episódio será mais centrado nos clãs e eu mal posso esperar para ver. We’re back, bitches!

Observações finais:

– Raven já começou a temporada sofrendo: presa durante 6 anos com 3 casais, sendo a única solteira. #StayStrong

– Quem viu Clarke se arrastando no deserto e também lembrou do Jaha?

– Você quer gente pra matar, Wanheda? Toma!

–  Voltamos com a frase “There’s no good guys” <3

– Tragam o Emmy para Eliza Taylor!

 

A 5ª temporada de The 100 vai ao ar toda terça-feira na CW após The Flash. No Brasil,a Warner Channel começará a exibir a nova temporada em 04 de junho. As quatro primeiras temporadas se encontram disponíveis na Netflix!

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