ATENÇÃO: A análise a seguir contém SPOILERS do quarto episódio da quinta temporada de The 100. Leia por sua conta e risco!

“Quando nós convidamos a morte para este salão, nós a honramos”

O episódio desta semana pode ser resumido em uma palavra: reencontros. Desde o início da temporada, uma das maiores expectativas do público era ver como seria a reunião dos personagens novamente, depois de tudo que aconteceu. Infelizmente, não houve tanto tempo para que eles sentassem e conversassem direito; a guerra já começou.

Sem dúvida alguma, um dos reencontros mais esperados era o de Bellamy e Clarke. Foi um reencontro simples, nada tão emocionante quanto muitos fãs esperavam, mas as expressões nos rostos de Bob Morley e Eliza Taylor demonstraram muito bem o que aquele encontro significava, especialmente para Bellamy, que ainda sentia tanta culpa por tê-la deixado para morrer.

Graças ao acordo que Bellamy fez com os criminosos de Eligius, o reencontro com Clarke não foi o único do episódio; as pessoas presas no bunker finalmente viram a luz do dia, após seis anos embaixo da terra. Embora tenha sido um passo perigoso confiar uma atividade tão importante em um povo desconhecido, Bellamy e os homens de Diyoza chegaram no momento certo. Nos outros episódios, tínhamos visto que Octavia transformou a vida do bunker seguindo a política do “pão e vinho”, que pode ter sido a única maneira que ela encontrou de controlar e disciplinar do povo. Deu certo? Deu. Mas de 1.200 pessoas que entraram no bunker, restaram apenas 814.

É claro que muitas dessas mortes podem não ter sido causadas na arena. Em uma conversa de Kane, que estava no corredor da morte ao proteger Abby, descobrimos que houve um “ano escuro” durante o tempo que eles estavam no bunker. Alguém aí tem palpites sobre o que pode ter acontecido?

Apesar de tudo, o reencontro mais emocionante do episódio foi o dos Blakes. Octavia nitidamente tornou-se outra pessoa, mas no momento em que ela colocou os olhos em Bellamy novamente, parecia que ela tinha voltado a ser quem era, por apenas um instante. Não sei vocês, mas eu não posso dizer a mesma coisa sobre o reencontro de Abby e Clarke. É claro que Abby está visivelmente abalada (talvez por conta do vício nos remédios), mas provavelmente todos esperavam um pouco mais de emoção no encontro de mãe e filha depois de tanto tempo. Será que o fato de Abby não ter ficado tão emocionada com o retorno da filha mostra que ela está muito longe de ainda ser a mesma?

A quebra do acordo por parte de Diyoza era uma atitude esperada pelo público, mas aparentemente não por Bellamy e Clarke. Se ele mesmo tinha dito para Octavia que não confiava neles, talvez pudesse ter tido alguns cuidados extras. Onde estavam Monty, Emori, Echo? Monty teria sido uma boa escolha para manter contato com Raven, já que eles falam praticamente a mesma língua e Bellamy tinha mais coisas com o que se preocupar. Echo também teria sido útil ao ficar de olho nos soldados de Eligius.

Diyoza conseguiu a médica que queria, mas também conseguiu algo que não planejava tão cedo: guerra. Graças ao ataque de apenas um soldado, haverá retaliação. Falando nessa cena, vocês têm noção de que uma pessoa se jogou na frente de Octavia quando viu que ela corria perigo? Talvez isso seja suficiente para mostrar o quanto ela cresceu como líder – provavelmente até mais do que qualquer outra Heda que já passou pelo mundo de The 100. Será incrível vê-la no comando de uma guerra.

No espaço, Raven e Murphy ganharam o exato destaque em cenas que mereciam. Embora tenham suas desavenças, foi muito interessante vê-los trabalhando em equipe. Murphy mostrou o quanto cresceu como personagem ao explicar sua decisão de ficar na Arca com Raven, que não estava pronta para puxar uma alavanca que mataria 300 pessoas. Acontece que, quando chegou a hora, nem Murphy teve essa coragem.

Entretanto, os dois tomaram uma decisão arriscada para salvar as próprias vidas: libertar os 283 criminosos do sono profundo. Sem ter uma cápsula de fuga e em uma desvantagem de 2 contra quase 300, o que acontecerá com Raven e Murphy? Isso sem mencionar que Eligius está voltando ao espaço. E, graças às pesquisas de Raven, já sabemos que a Coronel Diyoza pode ser ainda mais perigosa que todos os outros soldados. Não sei vocês, mas tenho certeza que eles preferiam estar na Terra, mesmo que seja no meio de uma guerra.

Observações finais:
– Kane se recusando a lutar foi um ato corajoso e, ao mesmo tempo, desesperado.
– A cena de Raven escutando a voz de Clarke foi uma das mais bonitas do episódio e elas nem chegaram a se encontrar pessoalmente.
– Raven e Murphy jogando futebol!! <3

A 5ª temporada de The 100 vai ao ar toda terça-feira na CW após The Flash. No Brasil,a Warner Channel começará a exibir a nova temporada em 04 de junho. As quatro primeiras temporadas se encontram disponíveis na Netflix!

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