ATENÇÃO: A análise a seguir contém SPOILERS do nono episódio da quinta temporada de The 100. Leia por sua conta e risco!

É claramente visível que The 100 chegou, com muito sucesso, em sua melhor temporada. O fato é que, a cada episódio assistido, os fãs gostam ainda menos dos personagens que um dia foram seus preferidos e até passam a nutrir mais carinho ou respeito por outros que não receberam tanto destaque antes. Mas, acima da nítida evolução dos personagens (seja considerada boa ou ruim), a questão que The 100 atualmente está levantando é: os dilemas morais. Em uma realidade na qual só o que importa é sobreviver e salvar quem você ama, será que os princípios têm lugar?

Por que dilemas morais? Porque tudo que a série anda mostrando (e isso não é de agora) é que não existe um certo e errado. Não existem mocinhos nem vilões. E, no meio de todo o caos da sobrevivência, os princípios são sacrificados em atitudes impulsivas e cheias de desespero. Bellamy chegou na Terra com a missão de proteger a própria irmã, mas acabou se vendo na obrigação de envenená-la para salvar o resto de sua família, como ele mesmo destacou neste episódio.

Clarke, até então, implicitamente sugeriu matar Octavia para acabar com a guerra e agora decidiu fugir para longe de toda a confusão, para proteger Madi. Neste ato de desespero, ela também pareceu deixar de lado seus amigos presos no vale, incluindo a própria mãe – que, cá entre nós, não tem sido uma preocupação para Clarke durante os últimos episódios. Não que a própria Abby também pareça estar lembrando muito da filha, não é?

Até mesmo a própria Octavia, que ultrapassou todos os limites inimagináveis, só fez o que fez para proteger seu povo. É tudo questão de perspectiva, certo?

O episódio mostrou que, além dos dilemas morais, também existem os conflitos internos nos dois lados desta guerra. Tanto o povo de Wonkru quanto o de Eligius não estão prontos para marchar em uma batalha quando ainda estão tão divididos entre si.

Com a volta de McCreary e a descoberta de que existia uma cura que ele não obteria, ficou ainda mais nítido o quanto The 100 trabalha o estado mais selvagem do ser humano quando ele está à beira de uma possível morte, seja por doença, fome ou guerra. E agora que sabemos que McCreary é o pai da criança que Diyoza está esperando, só nos resta criar mil teorias sobre o que pode ter acontecido entre os dois que gerou tanto ódio.

Além disso, podem dizer o que quiserem da Coronel Diyoza, mas cada vez mais ela se mostra uma líder forte e muito inteligente. Com certeza podemos esperar ver muito mais sobre ela na série.

De todos os planos e soluções que foram mostradas até agora, a ideia de fazer Madi uma Comandante e fazê-la liderar o povo de forma pacífica foi a mais sensata. Ainda que seja, de certa forma, impulsivo usar uma criança para resolver um problema de adultos, não há como negar que a fé que os Grounders ainda possuem na Comandante é suficiente para mover terras e trazer a paz mundial. Além disso, uma nova líder é a melhor forma de deter o reinado de Octavia. Quem não se arrepiou com a cena em que Madi fala como uma Comandante?

Clarke pode ter tirado ela de perto, mas agora que a chama está na mente de Madi, as coisas certamente irão mudar sem que ela consiga controlar. Vocês gostariam de vê-la como uma Comandante?

Observações finais:
– Diyoza grávida de sei lá quantos anos lutando daquele jeito? Que mulher!
– Murphy iniciando uma guerra civil com uma pedra atrás de uma árvore foi pra fazer a gente amar ainda mais ele.
– Raven sorrindo foi a cena mais linda de toda a temporada. Quem concorda, respira.

 

A 5ª temporada de The 100 vai ao ar toda terça-feira na CW nos EUA e toda segunda-feira no Brasil pela Warner Channel. As quatro primeiras temporadas se encontram disponíveis na Netflix!

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