The 100 3ª Temporada: Jason fala sobre Lexa, luto de Clarke, Cidade da Luz e mais

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Depois dos chocantes acontecimentos do último episódio de The 100, o S03E07 – Thirteen, os fãs ficaram com inúmeras questões em suas cabeças. Qual a razão da morte da personagem Lexa? O que é a Cidade da Luz realmente? Em quem podemos confiar?

O produtor executivo da série Jason Rothenberg falou sobre o que podemos esperar do resto da temporada, a Cidade da Luz, exploração da cultura grounder e mais. Confira abaixo:

A morte de Lexa foi necessitada por conta da agenda de Alycia em “Fear The Walking Dead” (onde ela é atriz regular na série) ou você teria traçado esse caminho para a personagem mesmo que ela não estivesse em outra série?

Jason Rothenberg: Essa é uma boa pergunta e é muito difícil separar os dois porque antes de partir a história, eu sabia que seria um problema e eu sabia quantos episódios eu tinha para ela, e sabia que ela tinha que parar de trabalhar por um certo tempo e depois disso, seria como torcer para que a agenda dela se alinhasse e talvez nós pudéssemos trazê-la de volta para um local aqui ou ali por um dia. Então esse foi definitivamente meu pensamento quando quebramos a história.

O que aconteceu ao mesmo tempo foi… o início da temporada – eu acho que os escritores nem tinham começado ainda – o dia em que eu apareci com a ideia de que a segunda A.I. (Inteligência Artificial) estava dentro de Lexa, Javier Grillo-Marxuach (escritor de “Treze”), que é meu co-EP nessa temporada, estava indo se encontrar comigo e eu tinha alguns outros escritores para se encontrar com ele e ver se todos se deram bem, e eu estava literalmente reclamando sobre como eu tinha essas duas grandes histórias: eu tinha esse conflito político Grounder causado pelo o que Pike (Michael Beach) estava fazendo em Arkadia e o conflito entre os 13 clãs, e eu tinha essa história de inteligência artificial, mas não houve um momento de unificação – não havia nenhuma grande teoria de unificação nessa temporada.

Nós conversamos sobre reencarnação como a maneira que os líderes Grounders foram selecionados na segunda temporada, e eu não queria dispensá-la como uma ideia; eu não queria dizer que era bobagem, o que Clarke estava obviamente e claramente pensando que era, mas eu também não queria dizer que era uma reencarnação mística e espiritual real. Então eu atingi a noção de uma reencarnação tecnológica e tudo se encaixou. E obviamente se você for contar essa história, para ser reencarnado você tem que morrer primeiro. Então tudo isso se juntou no meu pensamento e é trágico em um grande nível, porque ninguém ama Lexa mais do que eu amo, e Alycia tem sido incrível de trabalhar e ela ama sua personagem, e ela e Clarke tem uma química tão boa. Eu teria feito dela uma atriz regular na série se eu pudesse, mas isso não podia acontecer.

O enredo obviamente se movimenta muito rápido em “The 100”, que é parte do que eu aprecio na série, mas pareceu que nós não tivemos muito tempo para explorar o relacionamento de Clarke e Lexa profundamente antes de ser destruído. O que você diria para os fãs que estão frustrados que só tiveram uma pitada disso? Existe alguma chance de nós vermos Lexa novamente em alguma forma?

Jason Rothenberg: Sem dar muito spoiler, a chama que saiu de Lexa recolhe os espíritos dos Comandantes… se isso é verdade, então eu acredito que as pessoas podem antecipar talvez vê-la novamente, de alguma maneira. Mas a verdade é que Clarke agora estará em luto pela perda dessa mulher que significou tanto para ela e que vai realmente cair pelo resto da temporada. Ela está sofrendo muito e parte da história dela daqui para frente será – e tem sido meio que sua história desde o início – “Como faço para seguir em frente como uma líder em face dessa tragédia?”. Ela teve que fazer a mesma coisa depois que Finn (Thomas McDonell) morreu, ela teve que fazer o mesmo depois da morte de Wells (Eli Goree) na primeira temporada.

Esse é um mundo onde as pessoas morrem; é um mundo difícil e trágico e Clarke teve que compartimentar emocionalmente a maneira que nós todos fazemos em vida – nós não podemos deixar que tragédias nos destruam porque ainda temos que seguir em frente. Então a jornada de Clarke seguirá em frente agora – como ela pode fazer o que é certo pela memória de Lexa? Nós veremos isso, com certeza… Eu acho que é provavelmente o relacionamento mais desenvolvido que já tivemos. O relacionamento com Finn não foi tão desenvolvido – não que isso seja uma coisa boa ou ruim, mas isso não é uma novela, então realmente não se trata dos relacionamentos deles, é sobre como as líderes têm um papel para interpretar na tapeçaria maior que é essa história que estamos contando e o fato de que elas estão apaixonadas uma pelas outras é parte disso, mas não é tudo. Eu acho que isso complica as coisas para Clarke seguir em frente emocionalmente numa maneira realmente significante.

A tecelagem da Inteligência Artificial e a mitologia Grounder parece tão orgânica que eu estou surpreso que não era um plano de longo prazo; com que frequência você deixa a sala para esses momentos de sorte tendo as grandes tendas temáticas já definidas com antecedência?

Jason Rothenberg: Alguns nós sentamos e pensamos no que a grande história que estamos contando é, e então você chega no final da temporada e você se pintou em alguns cantos e quando a finale chega, certamente eles estão numa situação tão ferrada que como você se os livra disso? Isso foi algo que, para ser honesto, foi uma espécie de momento mágico e todos os ingredientes estavam lá, eles apenas não haviam se unido ainda. Eu estaria mentindo se dissesse que sabia, na primeira temporada, que existia uma inteligência artificial dentro da Comandante que conheceríamos na segunda temporada, mas pequenas coisas, quando essas epifanias criativas acontecem… Ninguém realmente apontou isso até agora – talvez porque eles não estavam a par do fato de Lexa ter uma inteligência artificial dentro de Lexa, ampliando sua consciência – a jóia que ela usa entre seus olhos é uma engrenagem; é um símbolo tecnológico. Foi apenas uma dessas coisas estranhas, assim como nós estamos agora contando uma grande história que envolve o sinal do infinito; o símbolo do infinito é o logotipo corporativo da companhia de Becca que criou ALIE e criou a segunda versão, e o nosso logo para a série tem dois zeros em “The 100” colidindo um no outro e formando um sinal do infinito, e decidindo depois que seria o símbolo, nós percebemos que o bolo foi assado para começar de uma maneira legal.

A Cidade da Luz era um conceito tão bizarro nos primeiros episódios da temporada que eu não podia me envolver muito com ele, mas voltar um pouco na história de ALIE e o que nós temos visto nos episódios recentes ajudou a despertar meu interesse. Quando podemos esperar respostas sobre o que é exatamente a Cidade da Luz e como ela funciona?

Jason Rothenberg: Obviamente não teve muito disso nesse episódio, mas definitivamente será uma coisa que crescerá até se tornar um problema cada vez maior para a série. É interessante saber que você teve essa reação; eu sentia que, indo nessa temporada, era um tipo de história tão diferente que eu queria que fosse algo que se infiltrasse como uma história B por um tempo até que explodiu na grande narrativa que estamos contando e se tornou uma história muito mais importante enquanto o resto da temporada se desenrola. Eu fiquei satisfeito com a reação das pessoas que agora estão interessadas e fascinadas por isso – parte disso tem a ver com Raven (Lindsey Morgan) se tornando uma parte dessa história. Eu acho que o momento em que Jaha (Isaiah Washington) esqueceu que ele tinha um filho foi o começo do “santo Cristo, o que é essa coisa que eles estão fazendo de boa vontade? Quais são as ramificações disso e quanto controle ALIE vai obter de nossas mentes e o que significa abrir mão do controle para algo assim? ” Tudo isso é história que vamos contar daqui para frente.

O tema da temporada é “o que significa ser humano?” e isso é algo que, nesse episódio, nós realmente exploramos com Becca e a Comandante com o chip no flashback, onde ela diz “a primeira ALIE não sabia o que significava ser humana, mas a segunda ALIE saberá, porque ela irá se juntar à nós”, e é isso que a atualização é. A atualização é que a segunda ALIE é ampliada por um ser humano, pela humanidade, e a primeira não. Lexa não é uma inteligência artificial, Lexa é uma mulher que por acaso tem a consciência ampliada na forma de uma inteligência artificial.

Eu gostei das escolhas estruturais feitas neste episódio, com o foco totalmente em Polis e os flashbacks sem visitar Arkadia – o episódio da próxima semana vai tomar o caminho inverso e focar totalmente em Arkadia e não nos Grounders, ou vamos ter um formato mais tradicional?

Jason Rothenberg: Sem entregar muito sobre o episódio, nós definitivamente vamos contar uma grande história de Arkadia no próximo episódio. Nós vamos começar a ver as ramificações do fato de que Pike tem uma rebelião em suas mãos, que agora ele sabe por conta do que Octavia (Marie Avgeropoulos) fez para alertar a vila, o que levou à morte de pessoas do lado deles. Bellamy (Bob Morley) irá enfrentar escolhas cada vez mais difíceis sobre a quem apoiar.

Como Lexa estava preocupada, Pike realmente parecia ser o principal ponto de discórdia, já que Abby (Paige Turco) e Kane (Henry Ian Cusick) estavam abertos para paz – o quão focado estará a liderança de Pike nos próximos episódios?

Jason Rothenberg: É interessante, porque agora que Lexa se foi, a política tem que ser deixada de lado por um momento. Agora em Polis vamos ver o Conclave e a seleção de um novo Comandante e como isso vai funcionar, mas eles não sabem o que aconteceu em Arkadia, então em Arkadia vamos ver a paranoia que agora começa a tomar conta – quem é parte dessa rebelião espiando o vizinho. É um pouco de foco interno em ambos os campos, Arkadia e Polis, por alguns episódios, antes que as coisas se reconectem.

O que você pode adiantar sobre o novo Comandante e o quão mente-aberta eles parecem ser após a morte de Lexa?

Jason Rothenberg: O Conclave está prestes a começar e vamos ver o que irá se desenrolar. Obviamente Aden (Cory Gruter-Andrew) – que é o único Nightblood que nós conhecemos – parece estar ao lado dos Skaikru. Eu acho que foi no quarto episódio, antes de Lexa lutar com Roan, que nós apresentamos essa criança Aden e ele disse “se eu me tornar Comandante, irei honrar o 13º clã”. Se ele vai vencer ou não é algo que as pessoas têm que entrar em sintonia para ver.

A série irá explorar mais dos clãs Grounders no resto da temporada, já que na maioria ficamos mais focados nos Trikru e na Nação de Gelo?

Jason Rothenberg: Sim, nós vamos; nós certamente vamos começar a entender mais da dinâmica de poder que está dentro de Polis. Há novos mundos [ainda] para explorar nessa temporada; novos personagens que vamos conhecer que não fazem parte de Polis ou Arkadia, mas eu não quero adiantar muito sobre isso além de dizer que o mundo de “The 100”, a qual eu amo tanto sobre, nós estamos constantemente expandindo e revelando novos lugares e novas pessoas e novos clãs e novas coisas sobre essa Terra pós-apocalíptica.

A 3ª temporada de The 100 vai ao ar todas as quintas-feiras no EUA pela CW. No Brasil a nova temporada estreia em 07 de março na MTV.

Fonte: Variety

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