The 100 3ª Temporada: Análise antecipada do 4º episódio

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Atenção: A resenha a seguir é uma tradução livre e não contém spoilers do 4º episódio da 3ª temporada de The 100.

Se existisse uma palavra para descrever esse episódio de The 100, acho que seria “briga”. Esse episódio é todo sobre as consequências do que temos visto durante a temporada e como conflitos surgem por isso. Em três episódios, The 100 entregou todo tipo de desenvolvimento e agora nós veremos claramente em qual direção a série está se movendo e o que podemos esperar daqui para frente.

Eu acho que nunca vimos o Povo do Céu tão dividido como vemos nesse episódio; eles estão dispersados, lidando com os acontecimentos que seguem a destruição de Mount Weather e o que significa ser o 13º clã. Nem todos estão felizes com ser parte dos Grounders, especialmente considerando o tanto de pessoas que foram mortas por eles. Mesmo que o último ataque tenha sido apontado para a Nação do Gelo, a raiz do conflito com os Grounders é algo profundo que volta como na primeira temporada.

Esse é o último episódio para “construir”, o último “estabelecer”, mesmo quando o episódio em si não é nenhuma dessas coisas; até agora, a temporada vem moldando o mundo para contar uma história nova, e agora nós vemos a história pronta para se desdobrar. É por isso que o episódio pode ser resumido com a palavra “briga”, porque os conflitos finalmente levantam-se do que foi lentamente queimando ao fundo, do que foi construído através desses episódios.

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O conflito principal do episódio é Nação do Gelo vs. Lexa e é um que se desenvolve de uma forma sublime. Eu acho que nenhum fã de The 100 vai ficar desapontado com a maneira que o episódio desenvolve essa luta pelo poder e sua impressionante resolução. Certamente tem uma vibe de Game of Thrones, misturado com uma luta e um trabalho que pode coincidir com os gostos de Arrow e Daredevil. Nesses momentos eu me pergunto se o orçamento de The 100 subiu nesse ano; a coordenação de luta sempre foi forte em The 100, mas a luta nesse episódio está em todos os níveis do épico, e está misturado com um desenvolvimento incrível de personagem: não é violência por causa de violência, tem uma razão e ela ressoa com os personagens que torna tudo isso mais significativo.

Além disso, fique atento com os movimentos de Clarke: ela aprendeu como fazer eficazes jogos de poder e nós veremos como ela faz isso e os resultados que isso tem. Eficaz ou não, certamente isso será interessante para os espectadores e é uma prova do quanto a personagem tem crescido com o tempo.

Uma coisa que eu amo sobre esse episódio é como Bob Morley traz à tona sua atuação: durante a primeira temporada eu considerei seu trabalho de personagem no valor de Emmy, na segunda temporada ele teve muito menos o que fazer mesmo que tenha continuado com uma boa performance. Para mim é ótimo ver que ele tem muito mais para fazer agora, assim como na primeira temporada. Morley trabalha tanto em Bellamy nesse episódio, que talvez seja uma de suas melhores performances até agora. Usando culpa e tristeza sobre o que aconteceu em Mount Weather, Bob Morley traz um espectro de emoções para Bellamy com uma graça magnífica, mostrando autenticidade em cada pedaço de sua interpretação. Quando ele chora, parece verdadeiro, quando ele fica com raiva, parece honesto, quando ele “endurece”, parece forte. Se alguma vez existiu alguma dúvida de que Morley é um dos maiores da série, esse episódio coloca essa dúvida de lado.

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Há também um confronto muito necessário entre Jasper e Monty: nem tudo está resolvido, mas é um passo importante. Todos nós sabemos que Jasper tem sido difícil, mas nós também sabemos que há uma razão para isso, e o episódio faz questão de tratar essa história de uma forma que não seja irritante e ajuda Jasper a carregar sozinho sua dor por um pouco. A cena compartilhada entre eles deve ser uma escolha popular nas enquetes de melhores cenas da semana.

Octavia também não tem sido fácil; ser o elo entre os Grounders e o Povo do Céu durante essa época de tensão intensa traz a ela nada que não seja problema. Alguém tem que se perguntar, onde ela vai acabar? Ela certamente quer levar os dois lados juntos, mas parece que a situação vai fazê-la escolher um lado e esse episódio praticamente irá dizer qual lado ela terminará. A mesma coisa para Lincoln, que está tendo uma época difícil ao tentar ser um “Grounder bom” no meio da tensão que se levanta depois do ataque em Mount Weather.

Abby e Kane têm problemas para lidar a frustação do povo deles: eles querem fazer tudo que esteja ao seu alcance para manter a paz, mas eles irão ver que é difícil fazer isso quando há tantas pessoas com raiva, e um jogador importante só irá tornar as coisas piores para eles.

Esse é um episódio tenso de The 100: ele mantém o trabalho de personagens e desenvolve a história. Nos minutos finais nada será o mesmo. Como sempre na série, a paz é apenas temporária, mas a guerra não vem à toa: ela vem de tristeza, dor, desejo de vingança e ganho pessoal, mas acima de tudo, ela vem por causa da humanidade complexa que todos os personagens têm e é por isso que essa série é tão boa e tão importante num mundo onde a guerra está sempre na beira do admirável.

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A 3ª temporada de The 100 é exibida todas as quintas-feiras no EUA pela CW. No Brasil a nova temporada deve estrear em março do mesmo ano.

Fonte: SpoilerTV

Tradução do Texto: Amanda Oliveira

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