Percebemos ao longo do tempo que por mais que The 100 seja uma série conhecida e bastante popular nas redes sociais, desde a segunda temporada não vem tendo os números esperados de audiência. É como se a popularidade da série não refletisse nada em sua audiência, e tão pouco importa para os números finais.

Mas por que The 100 ainda é uma série “pequena” se comparada com outras produções apocalípticas do mesmo gênero? Para saber a resposta vamos ao início de tudo.

A The CW Television Network ou The CW, foi lançada entre a temporada de 2006 – 2007 em uma parceria conjunta da Warner Bros. Entertainment e a emissora CBS. A emissora veio para atrair um público jovem e é isso que ela vem fazendo até hoje.

Dentre as inúmeras produções do canal, podemos listar: Supernatural, The Vampire Diaries, The Flash, Reign, iZombie, Arrow e Jane the Virgin. Ambas as séries são produções “teen”, direcionadas para um público consumidor jovem. Vale lembrar que não estamos comparando qualidade, todas as séries da emissora são boas para seu segmento proposto e todas tem seus aspectos individuais.

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The 100 estreou em 14 de março de 2014, e sua audiência teve impressionantes 2,73 milhões de telespectadores ao vivo, marcando 0.9 na demo [18-49 anos], números ótimos para a emissora que não tem cobertura nos Estados Unidos inteiro. Na primeira temporada a série continuou tendo ótimos números, tendo 1,8 milhões de telespectadores em média por episódio, o que digamos, são números invejáveis para outras produções do canal. Mas por que a audiência caiu tanto nos últimos anos?

The 100 foi criada originalmente para ser uma série teen, e assim se iniciou. É visível a mudança da produção ao longo das temporadas. Se a gente pegar o primeiro episódio da primeira temporada e comparar com o primeiro da terceira, teríamos que nos certificar se estávamos realmente vendo a mesma série. The 100 nasceu para agradar um público alvo jovem e os primeiros episódios são exatamente assim, despretensiosos e sem “coragem” em arriscar, trazendo a mesmice que estamos acostumados: a protagonista bonita boba se apaixonando pelo “bad boy” e provavelmente entrando em um triângulo amoroso.

Mark Pedowitz, presidente da CW que aconselhou ao produtor Jason Rothenberg a quebrar a barreira “série da CW” e arriscar mais. “Eu disse ‘não faça o que as pessoas consideram ser uma série do tipo CW’”Pedowitz falou. “Faça a versão que você quer fazer — a versão mais sombria e ousada”, e o produtor o ouviu, no quinto episódio da primeira temporada inúmeros personagens morreram, descobrindo mais tarde que havia sido em vão. “Mark me ligou e disse ‘episódio incrível! Você pode ser mais sombrio”Rothenberg diz. “Eu disse ‘Mark! Quão mais sombrio você pode querer?” 

The 100 -- "The 48" -- Image: HU201a_0060 -- Pictured (L-R): Raymond J. Barry as President Dante Wallace and Eliza Taylor as Clarke -- Photo: Cate Cameron/The CW -- © 2014 The CW Network, LLC. All Rights Reserved

Com bons números de audiência e com o apoio do presidente da emissora, The 100 é renovada para sua segunda temporada, essa que estreou em 22 de outubro de 2015. O primeiro episódio da segunda temporada, intitulado “The 48”, estreia com 1,54 milhões de telespectadores, números bem menores dos que vinha tendo na temporada anterior. O público jovem da CW não se interessava mais tanto pela série, era algo que eles não queriam consumir mais, não tinham mais interesse. Em contrapartida, foi na mesma época que a série começou a ter mais popularidade ao redor do mundo, os fãs de seriados começaram a perceber e elogiar a série por fugir totalmente da mesmice da CW, e isso se concretizou com o passar dos episódios.

No episódio 8 da segunda temporada, um dos personagens principais da trama, Finn Collins, morre misericordiosamente pelas mãos de sua namorada, a protagonista da série Clarke Griffin. Os números que já não estavam lá essas coisas, só caíram ainda mais, deixando claro que: os espectadores da CW não estavam prontos para The 100. Eles perceberam que naquela série as coisas não aconteciam do jeito que eles esperavam e estavam acostumados, seus personagens preferidos não estavam a salvo, nem mesmo se eles fizessem parte do núcleo principal da série. E se eles morressem, eles não voltariam novamente a vida, pelo menos não em carne e osso.

Com o fim da segunda temporada, mesmo sendo inesperado, uma terceira já estava confirmada, e a popularidade fora dos EUA vivia em crescente constante. A série conquistou inúmeros fãs no Brasil, muitos dos quais também eram acostumados com séries mais jovens mas que ainda assim mostraram interesse em acompanhar The 100. A série conquistou bons números no serviço em serviços de streaming como Netflix, e muita gente agora já acompanhava a série, a tornando um “fenômeno” nas redes sociais.

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A 3ª temporada de The 100 estreou em 21 de janeiro de 2016, e era esperado uma ótima audiência, já que a série parecia finalmente ter consigo se estagnar e alcançado espectadores fieis. E assim foi, no episódio de estreia da temporada, mais de 1.80 milhões de telespectadores assistiram ao vivo, marcando 0.7 na demo [18-49 anos], números que não se viam desde a primeira temporada. Porém no segundo episódio, 1,67 milhões de espectadores assistiram ao vivo, no terceiro foram ao total 1,59 milhões, no quarto 1,43 milhões e o número foi caindo desde então. Muitos relacionam a decadência da série pela morte de personagens principais, mas o fato é que a série vinha caindo desde o final da primeira temporada. The 100 é uma série bastante conhecida e popular, mas em grande parte fora dos EUA. Os americanos simplesmente não tem interesse em The 100. Seja por não conhecerem ou simplesmente por ser uma série de um canal menos aclamado.

A série se desvinculou do título “série da CW” e está pagando seu preço por isso, os espectadores não querem consumir uma série onde seus personagens não estão a salvo, eles não querem ver uma série onde as coisas acontecem de forma totalmente diferente do que eles imaginam. De tudo isso podemos tirar algumas conclusões: The 100 não foi feita para ser uma série da CW e os produtores parecem não estarem preocupados em quebrar esse paradigma.

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  • bruna squassoni

    Se as pessoas nao gostassem do inesperado e de personagens principais morrendo Game Of Thrones ja teria acabado. Acho que se eles mudassem um pouco pra atrair um publico mais “velho” como fizeram depois de assumir a bissexualidade da clarke a serie com um marketing certo volta a ter a audiencia que merece.

    • Tiago

      A questão não é mudar um pouco, a série já é uma mudança. O problema é a emissora que a série é transmitida (CW). Uma produção como The 100 num canal tipo HBO ou AMC teria uma audiência bem melhor.

      • Adriano Neto da Silva

        Já ia comentar isso. O alvo da CW são os jovens. Quem assiste HBO é gente que gosta de ver o circo pegar fogo!

  • Sthefani Cordeiro da Silva

    Acredito que a CW sabe que The 100 é uma das séries do canal que ultrapassa o limite do teen.. Porém essa versão maravilhosa é para um público mais velho que enxerga o mundo mais brutal e que as coisas não acontecem sempre da forma que esperamos. Apesar de certo boicote que a série vem sofrendo, ela continua sendo pra mim um dos melhores produtos da tv, com discussões de temas extremamente relevantes e que transcendem a ficção cientifica.

    • Gilmara Da Silva Reis

      Concordo com vc, li os livros da Kass Morgan ,sem condições ,qualquer criança de 10 anos sabe q a historinha é muito fraca,, JASON ROTHENBERG fez adaptações excelentes, e graças a forma como ele conta as histórias e dirige,que nos prende epsodeo atraz de epsodeos.

    • Kirito Silva

      concordo tbm, a serie sempre vem mostrando, que tudo tem altos e baixos, nem sempre pode vencer, nem sempre a escolha certa para vc, sera a mais certa para todos, ela trata tudo isso de jeito meio pesado, e nao aquela palhaçada que tudo fica sempre colorido, tudo legal.

  • Gilmara Da Silva Reis

    Concordo plenamente que o problema de THE 100 É SER UMA SERIE DA CW, onde passa coisas do Tipo TVD ,THe Originals, entre outras coisas, de The100 é sensacional justamente por não cair nas chatices teen, se ela fosse exibida pela Warner ,Sony ,AMC, Fox quaquer canal grande a audiência seria gigantesca, acredito q ainda teremos uma 5° temporada, e será o suficiente!!

  • Gih Mitxy

    Melhor série de todas. Tou farta de vampiros teen e derivados. EUA com visão antiquada. Talvez a mídia seja responsável em denegrir a imagem da série. Talvez os jovens até gostem, mas estão atados a mídia que corrompe. As pessoas não mudam, pq tem medo de mudanças.

    • Gilmara Da Silva Reis

      Disse tudo, as pessoas só consomem o q a midia empurra guela abaixo!!

  • Adriano Neto da Silva

    Bom, se você vende sushi pra quem espera picanha, provavelmente não vai emplacar o produto. Não apenas os jovens, mas boa parte das pessoas, gosta de algo mais tradicional, mais “…e foram felizes para sempre…”. Logo, se a CW anunciou uma nova receita de picanha assada para os seus fregueses – sabendo que esses só comem picanha assada – e depois muda a novidade em picanha assada para sushi, é de se esperar que a maioria dos fregueses vá embora. Aí, restam os fregueses curiosos, que resolvem experimentar o sushi. Uma parte não gosta e vai embora, mas a outra aprova e adora; estes serão agora a clientela da CW Sushi. Agora, falando da série: é ótima! Tem clichês previsíveis, mas mesmo estes às vezes vem imbuídos de boas surpresas. Eu gosto de ser surpreendido, gosto quando inovam – motivo pelo qual estou deixando quase que de lado o cinema. The 100 é uma das melhores séries da atualidade. Mas o que eu realmente gostei foi da atitude do presidente da CW; outras emissoras já teriam passado a tesoura em The 100, mas os produtores estão sussas: e isso é muito sinistro!

  • Lidembergue Nascimento

    Se tem uma coisa que a CW fez de bom, foi essa mudança. Tenho muitos amigos que dizem que pararam The 100 no primeiro episódio por ser muito “teen”, já mandar esse link pra eles. Fora isso a série tá ótima, cada episódio a emoção é maior.

  • Fabio Leandro

    Começei a assitir The 100 em 2015, assisti os 10 primeiros episódios. Não gostei e larguei! Em 2016 (Abril), voltei a assistir e estou arrependido de ter largado a série. Já estou na 3º temporada já querendo ver a 4º. Amei a série, os personagens que odiava aprendi a amar e vice versa.

  • Jamile Oliveira

    Pra falar a verdade, já tô cansada do enredo “no choice” que a série vem trazendo desde que começou. Sempre são opções sem escolhas, fazer algo super tenso pq acredita ser o certo independente de tudo, qria que esse roteiro fosse quebrado em algum momento.